Deus é misericordioso

Deus manifesta a sua ira santa e justa, contra o pecado e o pecador, mas Ele tem prazer na misericórdia, no perdão e na restauração de vidas.

Written by:

Exposição Bíblica
Série em Juízes
Domingos Mendes Alves
20.10.2019
3a. Mensagem

Deus é misericordioso, Juízes 3.7-31

Mensagem: Deus manifesta a sua ira santa e justa, contra o pecado e o pecador, mas Ele tem prazer na misericórdia, no perdão e na restauração de vidas.

Esboço:
Introdução

A. Recordando
2a. Mensagem – Idolatria – uma cilada espiritual. Jz 2.6-3.6. Mensagem: A ignorância espiritual acerca da Pessoa de Deus – Pai e Filho e Espírito Santo, e a rebeldia espiritual, tem conduzido gerações ao mal e a ruína de suas vidas.

B. 3a. Mensagem – Deus é misericordioso, Jz 3.7-31
Em Juízes, nós temos visto que há o seguinte ciclo:
1) Israel abandona Deus; 2) Deus pune, permitindo derrota e subjugação militares; 3) Israel ora, clamando por libertação; e, 4) Deus levanta “juízes”civis ou, às vezes, vencedores militares locais, que derrotam opressores… (MacArthur, p. 308)

Deus manifesta a sua ira santa e justa, contra o pecado e o pecador, mas Ele tem prazer na misericórdia, no perdão e na restauração de vidas.

Analisemos a ação misericordiosa de Deus em Jz 3.7-31, e como isto se aplica na vida do ser humano em geral, e de modo especial para com o discípulo de Jesus Cristo.

Exposição de Jz 3.7-31

A narrativa histórica
Jz 3.7 Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o SENHOR e se esqueceram do SENHOR, seu Deus; e renderam culto aos balains e ao poste-ídolo. 8 Então, a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de Cusã-Risataim, rei da Mesopotânia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos.

Deus, por causa do pecado da nação de Israel, se ira, e age contra Israel entregando-os nas mãos dos inimigos, para serem subjugados por oito anos…

E, diante da ação disciplinadora de Deus… Israel, clamou, gritou por socorro
3.9a Clamaram ao Senhor os filhos de Israel, e o Senhor lhes suscitou libertador… […] 15a Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes suscitou libertador…
Clamaram … זעק za`aq e (fem.) זעקה z@`aqah procedente de 02199 ; DITAT – 570a; n f 1) grito, gritaria 1a) gritaria 1b) grito de sofrimento 1c) gritaria, clamor (Bible Study – RA Strong’s)

E, Deus ouviu o clamor do seu povo, e levantou libertadores, proporcionando vitórias contra os inimigos, e tempos de paz… Primeiro, Otoniel (3.9); depois, Eude (3.15) …
3.9 Clamaram ao Senhor os filhos de Israel, e o Senhor lhes suscitou libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, que era irmão de Calebe e mais novo do que ele. 10 Veio sobre ele o Espírito do Senhor, e ele julgou a Israel; saiu à peleja, e o Senhor lhe entregou nas mãos a Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, contra o qual ele prevaleceu. 11 Então, a terra ficou em paz durante quarenta anos. Otniel, filho de Quenaz, faleceu. 12 Tornaram, então, os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor; mas o Senhor deu poder a Eglom, rei dos moabitas, contra Israel, porquanto fizeram o que era mau perante o Senhor. […] 15 Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes suscitou libertador: Eúde, homem canhoto, filho de Gera, benjamita. Por intermédio dele, enviaram os filhos de Israel tributo a Eglom, rei dos moabitas. […] 29 Naquele tempo, feriram dos moabitas uns dez mil homens, todos robustos e valentes; e não escapou nem sequer um. 30b … e a terra ficou em paz oitenta anos.

Como, compreender, este ciclo: Israel ofende a Deus, sendo infiel a aliança; Deus se ira, e os entrega nas mãos dos inimigos; Israel clama a Deus por socorro; Deus levanta um libertador???

Por que, ao ouvir o clamor do povo de Israel, Deus continuamente o liberta do castigo que Ele mesmo havia imposto ao povo?

Duas lições e dois desafios, nesta narrativa histórica.

I. Deus tem prazer em perdoar, não em condenar, castigar …
Como já ouvimos nessa série em Juízes, Deus manifesta sua ira contra o seu povo!!!
2.11 Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o SENHOR; pois serviram aos baalins. 12 Deixaram o SENHOR, Deus de seus pais, […], e provocaram o SENHOR à ira. […] 15 Por onde quer que saíam, a mão do SENHOR era contra eles para o seu mal, como o SENHOR lhes dissera e jurara; e estavam em grande aperto.

No Novo Testamento, lemos, que Deus julga o seu povo … Não uma referência à perda da salvação, a condenação, mas uma santa indignação contra o pecado, e uma dura ação para conduzir ao arrependimento…
Hb 10.30 Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

No contexto da Ceia do Senhor, quando muitos participaram indignadamente comendo do pão e bebendo do cálice, provocando assim a disciplina de Deus contra a Igreja em Corinto, nós lemos a seguinte exortação divina…
1 Co 11.31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Se não somos julgados e disciplinados por Deus, logo não somos filhos de Deus, e seremos condenados com o mundo, sofrendo a “ira condenatória”… cf. Hb 12.7,8

Deus tem prazer em perdoar, não em condenar, castigar …
Ez 18.23 Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? – diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva? […] 32 Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei. (cf. Ez 33.11)

Mq 7.18 Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.

Ef 2.3b … E éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. 4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos. (cf. Rm 1.18; 5.6-11)

Deus tem prazer em perdoar, não em condenar, castigar …

II. Jesus Cristo livra da ira condenatória
Rm 1.18 A Ira de Deus se revela do céu contra toda a perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; […] 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém.

Jo 3.36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

O incrédulo experimenta e experimentará a ira condenatória, eterna de Deus…
Mas, Jesus Cristo nos livra da ira condenatória…

Mt 26.42 Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
Na cruz, ao levar sobre Si os pecados dos pecadores, Jesus Cristo “bebeu do cálice” da ira de Pai… Sua morte na cruz, o Justo morrendo pelos injustos, satisfez as exigências da justiça divina, e graciosamente concede o livramento da condenação eterna, a reconciliação com Deus, o perdão dos pecados e o dom da vida eterna, para todo que se arrepende dos seus pecados e crê em Jesus Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador…

Rm 5.8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (cf. Ef 2.1-10; Rm 1.18; 5.6-11).

O povo de Deus não mais experimenta a ira condenatória (Rm 8.1), sim a “ira disciplinadora” exercida em amor para nossa restauração… (Hb 12.7,8).
1 Co 11.31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Conclusão
Deus manifesta a sua ira santa e justa contra o pecado e o pecador, mas Ele tem prazer na misericórdia, no perdão e na restauração de vidas.
Duas lições:
I. Deus tem prazer em perdoar, não em condenar, castigar …
II. Jesus Cristo livra da ira condenatória, a todo que se arrepende dos pecados e crê Nele como único e suficiente Senhor e Salvador..

Três desafios:
Desafio 1: Se você, ainda, não é discípulo de Jesus Cristo, não é filho de Deus, arrependa-se e creia em Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador…
Jo 3.36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Desafio 2: Se você, já é discípulo de Jesus Cristo, e ofendeu a Deus, pecando contra Ele e/ou o próximo, arrependa-se e confesse o seu pecado…
2 Co 7.9 Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.
1 Jo 1.9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

Desafio 3: glorifique continuamente a Deus pela sua misericórdia…
Rm 15.8 Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais; 9 e para que os gentios glorifiquem a Deus por causa da sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu te glorificarei entre os gentios e cantarei louvores ao teu nome. (cf. Rm 11.32-36)

Continua … Juízes 4.1-5.31

Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina é a de modo perseverante, e confiante aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27).

Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
* O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
* Como eu posso colocar isso em prática na minha vida?
* Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?

Conheça… Creia… Aproprie-se… E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (João 10.10).

Bibliografia
Cundal, Arthur E. & Morris, Leon. Juízes e Rute, Introdução e Comentário. Série Cultura Bíblica. São Paulo, SP: Ed, Vida Nova & Ed. Mundo Cristão, 1986.
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Keller, Timothy. JUÍZES para você. São Paulo: Vida Nova, 2016.
MacArthur, John. Bíblia de Estudo – Almeida Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.
Pfeiffer, Charles F. & Harrison, Everett F. Comentário Bíblico Moody – Volume 2 Josué a Cantares. São Paulo, SP: Imprensa Batista Regular, 1988.
Pinto, Carlos Osvaldo Cardoso. Foco & Desenvolvimento no Antigo Testamento. 2a. Edição Revisada e Atualizada. São Paulo: Hagnos, 2006.
Wiersbe, W. Warren. Históricos – Comentário Bíblico Expositivo, Antigo Testamento – Volume II. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2014.
Palavras hebraicas, pesquisa, no e-Sword, Bible Study – RA Strong’s;

Domingos Mendes Alves
IEBNA – RP,SP
Brasil 20.10.2019
(Na Palavra da Vida, Benevides, PA, 16.10.19)

Last modified: January 30, 2025