O desafio de um fim que leva à eternidade.

O Cristianismo não é religião, legalismo, denominação, tradição humana ou meras boas obras; é, sim, uma nova vida em Cristo.

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Mateus 7:13-20

Mensagem: A porta estreita — o caminho da verdadeira espiritualidade — marca o fim do ser humano  como centro e o início de Cristo como o eixo sobre o qual gravita toda a vida eterna.

Introdução

O início do ministério de Jesus Cristo

Mateus 4:23,25b: “Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. […] Numerosas multidões o seguiam.” (ARA)

Com Jesus, nasceu uma nova era, e o reinado de Deus irrompeu na história de uma forma sem precedentes.

Jesus Cristo, ao “ensinar o evangelho do Reino” (5.3,10,20,34; 6.34; 7.31; 6.9,10 – v.9  “céus” – “trono de Deus”), revela as exigências santas, boas e justas manifestas Nele e nas Escrituras, necessárias para entrar no Reino de Deus: o arrependimento dos pecados e a fé no Messias. Ele descreve a retidão que compõe esse Reino: como se transformam a vida pessoal e a comunidade humana quando se colocam sob o governo da graça e da justiça de Deus. Tornam-se “sal e luz” (5.14-16) neste mundo corrompido e de trevas, manifestando, no Espírito Santo, uma ética e uma moral com as marcas do Reino de Deus.

O Cristianismo não é religião, legalismo, denominação, tradição humana ou meras boas obras; é, sim, uma nova vida em Cristo.

Contextualizado pelo arrependimento e pela fé em Cristo, o Sermão do Monte reflete o governo de Deus e a ação do Espírito Santo, manifestando um estilo de vida que carrega as marcas do Reino…

A porta estreita — o caminho da verdadeira espiritualidade — marca o fim do ser humano  como centro e o início de Cristo como o eixo sobre o qual gravita toda a vida eterna.

Exposição Mateus 7:13-20

7:13,14

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), 14. porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

A “porta larga”, ”caminho espaçoso” – é popular, é das multidões, é fácil -, é o caminho que conduz para a perdição, para a “morte eterna”, Romanos 6:23; João 3:36

A “porta estreita” , “o caminho apertado” – não é popular, não é fácil -, é o que conduz  a “vida eterna” – “entrar no reino dos céus”, v. 21.

“Caminho apertado” – do grego thlibō, v 1) prensar (como uvas), espremer, pressionar com firmeza 2) caminho comprimido 2a) estreitado, contraído 3) metáf. aborrecer, afligir, angustiar… (BAS)

Cf. Lucas 13:23,24; Atos 14:22; Filipenses 1:29,30;  2 Timóteo 3:10-12

 7:15-20

15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. 18  Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.  19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. 

vv. 15–20, foca nos falsos profetas…

Eles eles ofereceriam (e, oferecem) uma alternativa mais fácil ao caminho estreito do discipulado cristão. (R. T. France)

Exemplo no Antigo Testamento – Jeremias 23:9-32

16 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. 17 Dizem continuamente aos que me desprezam: O Senhor disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração dizem: Não virá mal sobre vós.  […] 32 Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o Senhor. 

Exemplo no Novo Testamento – 2 Pedro 2:1-3

1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. 2 E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; 3 também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme. 

O ensino, a pregação, a palavra profética, a confissão de fé deve ter um “crivo doutrinário”, a luz da “sã doutrina” – do ensino dos profetas, de Jesus Cristo e dos apóstolos, Efésios 2.20; At os 2.42; 1 Coríntios 14.29; 1 João 4.1; e, deve ter um “crivo ético” – “pelos frutos os conhecereis”, da prática de vida que é segundo a piedade, Mateus 7.21-23; 28,29; Tito 1.1; 2 Timóteo 3.1-5

A metáfora (vv. 15,16) não deve ser forçada a ponto de negar que uma pessoa possa mudar; mas, para que a mudança seja real, ela deve ser radical, resultando em um novo tipo de pessoa, e não apenas em uma nova confissão ou padrão de comportamento. (R. T. France)

Conclusão / Desafios finais 

À luz desta mensagem, cada um de nós tem, pelo menos, dois grandes desafios:

1. Desistir:

– Do evangelho antropocêntrico, da meritocracia, da autojustificação e da autossuficiência humana;

– Da crença no universalismo (Efésios 2:1-10).

2. Comprometer-se com a verdade divina:

– Da justificação exclusiva pelo arrependimento dos pecados e pela fé em Jesus Cristo; confessando Jesus como Senhor e crendo que Deus O ressuscitou dentre os mortos (Romanos 10:9-15);

– De que o caminho da verdadeira espiritualidade (do discipulado) em Cristo não é o da “maioria”, mas sim daqueles que, sob a graça divina, perseveram na fé (João 6:60-71; Judas 24-25);

– De que toda confissão fé — sob a direção e capacitação do Espírito Santo — conduz ao viver na “verdade que é segundo a piedade” (Mateus 7:24-29; Tito 1:1);

– De que o caminho da verdadeira espiritualidade é o “caminho da graça”, que se manifesta também entre lutas, perseguições e aflições por causa da fé em Cristo (Mateus 5:10-12; 2 Timóteo 3:10-12).

A porta estreita — o caminho da verdadeira espiritualidade — marca o fim do ser humano  como centro e o início de Cristo como o eixo sobre o qual gravita toda a vida eterna.

Bibliografia
Almeida Revista e Atualizada, 1993 Sociedade Bíblica do Brasil
Biblia Almeida Strong, Olive Tree Bible App
Bíblia de Estudo da Fé Reformada, ARA, Editor-Geral R. C. Sproul, 2020, Ed. Fiel e Ligonier Ministries
R. T. France, Matthew: an introduction and commentary, vol. 1, Tyndale New Testament Commentaries (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1985), 150–152. Logos Bible Software

Mensagem Bíblica
I.E.B. Mangualde, PT
Domingos M. Alves
paraoalvo.com
25.01.2026

Last modified: January 26, 2026