Mensagens Bíblicas
Satisfação e vitória em Cristo
Série em 2 Coríntios
#2 Mensagem
Deus não necessita da aprovação humana!
2 Coríntios 1.1-11
Mensagem: O Deus Criador e Infinito e Pessoal, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação, não necessita da aprovação humana para se tornar digno da adoração, do louvor …
Esboço
Introdução
1. Deus não necessita da aprovação humana
O ser humano em geral no mundo de meritocracia vive uma corrida sem fim, que é estressante, desenfreada, louca, …, em busca da aprovação humana, afim de ser considerado merecedor, digno de algo que considera bom!
Somos ensinados a lutar pelos nossos direitos, a lutar para merecer algo, para ganhar as coisas… Assim é muito comum achar que nós conseguimos as coisas de Deus, por causa dos nossos méritos. Confiamos na nossa justiça, nas nossas obras, como meios para alcançar favor de Deus.
Assim sendo, do mesmo modo no relacionamento com Deus, há a tentação de avaliar se Deus merece, é digno ou não que se Lhe tribute honra, louvor, adoração… E, nessa prepotente avaliação humana Deus é reprovado pelos incrédulos, os ateus, os soberbos, os decepcionados com Ele.
O SIMPLES fato de DEUS, ser DEUS, SENHOR, em sua natureza, essência, Ele não necessita da aprovação humana, para ser digno da adoração, do louvor, da glória…
Pelo que Deus é, e por Suas obras que revelam a sua natureza, a adoração, o louvor, a glória já Lhe pertencem… E, o ser humano movido pelo Espírito Santo e a fé em Cristo Jesus, simplesmente reconhece tal verdade, e Lhe tributa a adoração, o louvor, a glória…
Assim, Deus não age para ser digno, ser merecedor; as suas palavras e as suas obras nada mais são a manifestação da sua glória. O Deus, “Eu Sou o que Sou”, fala e age para que ser humano pecador reconheça o que Ele já é. Não para ter aprovação, ser reconhecido como merecedor!
2. Deus é Deus, digno por natureza, essência
Rm 1.18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
Num mundo de “toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm 1.18), e assim cego para a revelação da glória de Deus em Cristo Jesus, e com tantas distorções sobre a Pessoa e Obra de Deus*, e por consequência com distorções na vida de adoração e louvor, e no serviço cristão… (Cf. Jr 4.22; 9.23; Os 6.3; Mt 22.29; Jo 17.3; 2 Co 4.3-6) (* no fim deste texto veja uma Apêndice sobre algumas “visões” sobre Deus)
Segundo Packer a “falta de espiritualidade, a incerteza e a confusão a respeito de Deus, marcam os nossos dias”. E podemos afirmar que tudo isto tem levado a imaturidade e a fragilidade espiritual, ao mundanismo e ao secularismo que têm sido marcas de muitos cristãos.
O Deus Criador e Infinito e Pessoal, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação, não necessita da aprovação humana para se tornar digno da adoração, do louvor …
Em 2 Co 1, nós lemos … “Bendito seja Deus”, v. 3, e nós vamos a partir da própria Bíblia, fazendo teologia Bíblica, procurarmos conhecer um pouco mais mais sobre a Pessoa de Deus, e compreender porque Ele é “bendito”.
2 Co 1.3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!
Bendito, ‘eulogeo’ – falar bem…
“Eulogetos’ – louvado, bem aventurado ( porque é favoravelmente falado)… Uma forma judaica de louvar a Deus. Podemos dizer que é um convite para que se fale bem de Deus, para louvar o Seu Nome… Reconhecendo-o como Deus, e a fonte de todas as bênçãos (Tg 1.17).
Ap 4.11 Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.
Sl 148.13 Louvem o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade é acima da terra e do céu.
Mas, por que devemos falar bem de Deus?
Por que louvar o seu Nome?
I. Deus é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, v. 3
2 Co 1.3a, Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo …
Hb 1.1–4, … nos falou pelo Filho. resplendor da glória e a expressão exacta do seu ser.
Jo 1.1, No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.[…] 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Glória – auto revelação de Deus, Ele que se faz presente…Deus se revelando em graça e verdade… Em amor, santidade e justiça… Em Cristo a suprema revelação do amor, santidade e justiça de Deus, Jo 3:16; Rm. 1.16,17; 5: 8; 2 Co 5.21.
Hb 1.1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. 3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, 4 tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.
2 Co 1.3a, Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo …
Em Cristo, ao crer Nele como nosso único e suficiente Senhor e Salvador o ser humano se torna filho de Deus, tornamos filhos de Deus, v. 1,2; Jo 1.12; Tt 3.3-7
2 Co 1.1b … à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia, 2 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Assim, é por meio do Senhor Jesus Cristo – Deus Filho, que o ser humano pecador é reconciliado, tem comunhão Deus Pai, e por isso: v. 1, se torna membro da igreja – corpo vivo de Cristo, e “santo” – separado do mal, e consagrado a Deus; v. 2, por sua graça e desfrutando da paz, das bençãos divinas…
Em Cristo, “temos acesso ao Pai em um Espírito”, e somos “concidadãos dos santos, da família de Deus”, Ef 2.18,19; somos filhos do “Pai” de quem “toma o nome toda a família, tanto no céu como sobre a terra”, Ef 3.14,15.
Deus é bendito, porque é o Pai de Jesus Cristo, que pelo nossos pecados morreu na cruz e ressuscitou dentre os mortos, nos proporcionando a comunhão com Deus Pai – esta é com certeza a maior benção, a maior herança, o maior motivo de alegria, e a maior motivação para o viver vitorioso e com satisfação, mesmo em meio as lutas e fraquezas.
Não somos órfãos, temos como Pai o Deus Criador dos céus e terra, que nos ama, ecuida de nós, Mt 6.25–34; 1Pe 5,6,7.
Esta visão bíblica de Deus, deve gerar em todo o que crê em Jesus Cristo como Salvador: gratidão a Deus Pai – amor, santo e justo; certeza da habitação e capacitação do Espírito Santo (Ef 1.13,14); o viver vitorioso, na luta contra o mal, e satisfeito Nele; e, a motivação para viver e testemunhar do evangelho de Jesus Cristo (At 1.8).
II. ) Deus é o Pai das misericórdias, vv. 1-3
2 Co 1.3 Bendito seja o Deus e …, o Pai de misericórdias …
“Misericórdia”, ‘hoiktirmos’ – piedade, misericórdia, compaixão…
A misericórdia diante da realidade da ira de Deus por causa do nosso pecado é a pressuposição do “mas” – Ef 2.4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos.
Pela sua misericórdia (v. 3) Deus não nos dá o que merecemos, Ele não nosconsome; e, pela Sua graça (v. 2) Ele nos dá o que não merecemos, em Cristo Jesus Ele nos livra da ira, nos reconcilia com Ele.
Hb 10.28 Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. 29 De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?
Lm 3.22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; 23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
Deus se revela como o Deus que não retém a sua ira, contra o pecador e o pecador, para sempre mas é rico em perdoar, em Cristo Jesus, Rm 1.18; 3.23; 6.23; Tt 3.3-7.
Somos ensinados a lutar pelos nossos direitos, a lutar para merecer algo, para ganhar as coisas… Assim é muito comum achar que nós conseguimos as coisas de Deus, por causa dos nossos méritos. Confiamos na nossa justiça, nas nossas obras, como meios para alcançar favor de Deus.
Mas, a confiança e a segurança de nos aproximar de Deus, deve ter como base a misericórdia divina.
Assim, como ocorreu com o apóstolo Paulo, também, é por sua misericórdia e graça que Deus nos ensina a aprender a não confiar em nós, e nos livrou, livra e livrará em meio as tribulações.
2 Co 1.9 Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; 10 o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos.
E, foi por esta mesma misericórdia e graça que Paulo foi resgatado do pecado, e comissionado como apóstolo:
2 Co 1.1a Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus…
1 Tm 1.12 Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, 13 a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. 14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.
Como Daniel, nós devemos declarar:
Dn 9.18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.
E, não como o fariseu confiado em sua falsa auto-justificação, mas como o publicano clamar:
Lc 18.13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
E, só assim, como ocorreu com aquele publicano, se terá a aprovação de Jesus: Lc 18.14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
Reconheça que a vida e o ministério de Jesus Cristo, entre os homens, revelou erevela a misericórdia e o amor de Deus… E esta verdade divina também deve ser revelada por nosso intermédio – Mt 5.7, Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (Cf. Rm 12.1,2; Cl 3.12)
Deus é bendito, porque Ele é misericordioso, rico em perdoar…
Este reconhecimento de Deus deve gerar em nós: adoração e louvor ao seu Nome; gratidão pelo perdão dos pecados; vida consagrada ao seu serviço; confiança e segurança no seu amor; uma atitude de misericórdia, de perdão, diante das ofensas uns dos outros…
III. Deus é o Deus de toda a consolação, vv. 3-11.
2 Co 1.3 Bendito seja o Deus …, e Deus de toda consolação!
‘Paraklesis’ – conforto, consolação, exortação, encorajamento…
Ficar ao lado de uma pessoa para encorajá-la enquanto estiver suportando pesados testes…
“Toda” consolação, uma consolação verdadeira e perfeita em cada situação…
A ironia de Plekhanov, ” A Concepção materialista as história” (Ed. Paz e Terra). No capítulo em que ele faz uma crítica a “Concepção teológica da história”, ele diz que a teologia oferece respostas simplistas aos acontecimentos da História. Em certa altura ele ironiza “O cristianismo promete a seus fiéis consolo, muito consolo! Mas como os consola? Desligando-os das coisas do mundo, convencendo-os de que tudo é vaidade sobre a terra e de que, para os homens, a felicidade só é possível depois da morte”.
Plekhanov, está enganado quanto ao cristianismo, pois o verdadeiro cristianismo não é alienante, nem afirma que tudo é vaidade sobre a terra, mas sim que sem Cristo tudo é vaidade, e que aqui e agora podemos ante-gozar a felicidade, mas somente na eternidade com Deus ela será plena.
2 Co 1.3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 5 Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo. 6 Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação; se somos confortados, é também para o vosso conforto, o qual se torna eficaz, suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos. 7 A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.
Repare quantas vezes é usada a palavra consolação… Que ênfase extraordinária dada aqui pelo Espírito Santo…
2 Ts 2.16 Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, 17 consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra.
Jesus Cristo, antes da sua glorificação, da ascensão aos céus, após a ressurreição dentre os mortos, prometeu a vinda do Consolador…
Jo 14.16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.
A promessa essa se cumpriu, quando Ele subiu aos céus (Cf. At 2.1-41)
At 2.32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.
O Espírito Santo, o Consolador, aquele que está sempre ao nosso lado, Ele habita em nós, a partir do momento em que cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador pessoal (Cf. Jo 7.37–39; Ef 1.12–14; 2 Co 1.21,22)
E, juntamente com Jesus Cristo e o Espírito Santo, Deus Pai consola os seus filhos:
A) Por meio Escrituras
Rm 15.4 Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. 5 Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, 6 para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Sl 119.49 Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar. 50 O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica. […] 52 Lembro-me dos teus juízos de outrora e me conforto, ó Senhor.
B) Por meio do Seu povo
2 Co 1.4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.
2 Co 7.5 Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. 6 Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito; 7 e não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos a vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando, assim, meu regozijo. […] 12 Portanto, embora vos tenha escrito, não foi por causa do que fez o mal, nem por causa do que sofreu o agravo, mas para que a vossa solicitude a nosso favor fosse manifesta entre vós, diante de Deus. 13 Foi por isso que nos sentimos confortados. E, acima desta nossa consolação, muito mais nos alegramos pelo contentamento de Tito, cujo espírito foi recreado por todos vós.
Deus se revela como o Deus que nos conforta, nos encoraja em toda a nossa tribulação, para que possamos consolar outros…
Temos a certeza do conforto divino, e a esperança do livramento nas tribulação, 2 Co 1.4,5,10; 1 Co 10.13; 2 Ts 2.16
Este texto de Paulo nos ensina que as tribulações, entre outras coisas, nos ensinam a não confiar em nós mesmos, mas no Deus que ressuscita os mortos; o Deus que nos capacita a consolar outros; que nos dá a oportunidade de experimentar o Seu livramento e consolo, e a solidariedade dos outros discípulos de Cristo, nos ajudando com suas suas palavras, ações e orações (2 Co 1.11).
Deus Pai, Jesus Cristo – Deus Filho, e o Espírito Santo – Deus Espírito, o Consolador, consola os seus filhos por meio das Escrituras, vida e o serviço de outros irmãos em Cristo.
O conhecimento dessa verdade sobre Deus deve gerar em nós: perseverança, paciência e esperança nas tribulações; e um profundo desejo de ser instrumentos do conforto de Deus na vida uns dos outros.
Conclusão
O Deus Criador e Infinito e Pessoal, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação, não necessita da aprovação humana para se tornar digno da adoração, do louvor …
Deus é bendito…
I.) Deus é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, v. 3
II. ) Deus é o Pai das misericórdias, vv. 1-3
III. Deus é o Deus de toda a consolação, vv. 3-11.
A visão correta de Deus, deve gerar a identidade bíblica… Espiritualidade do discipulado… Como “nova criação”, constrangidos pelo amor de Cristo, vivendo não para nós mesmos, mas para o inteiro agrado d’Aquele que por nós morreu e ressuscitou, Jesus Cristo – Senhor e Salvador, 2 Co. 5.14-21. Nele desfrutando do viver vitorioso na luta contra o mal, e em meio as tribulações, com plena satisfação Nele.
Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina é a de
perseverante, e confiantemente aplicar o s princípios e a s verdades divinas que
tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
*O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir? *Como eu posso colocar isso em prática na minha vida?
*Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real
transformação em minha vida)?
Conheça… Creia. Aproprie-se… E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (João 10.10).
*Apêndice
Vejamos brevemente sobre algumas dessas «visões», e suas consequências nonosso dia a dia (como alguém já disse):
A) Deus é a explicação de todos os enigmas
Identidade fundamentalista… Conduz a uma espiritualidade pragmática. ( Pragmatismo – Doutrina que torna como critério de verdade o valor prático que tenha efeitos positivos e seja útil ao homem – Grande Enciclopédia Cultural – Ed. Nova Cultural – Folha de S. Paulo e O Globo.)
B) Deus é o Pai que resolve todos os problemas dos seus filhos
Identidade da prosperidade… Espiritualidade utilitária, «visão do aqui e agora» onde Deus é mais valorizado pelo que Ele faz, dá, e não pelo que Ele é.
C) Deus é o Senhor severo que vigia os nossos atos.
Identidade legalista. Espiritualidade do medo, fazer por amor, mas para não sofrer danos, conduzindo em grande parte a hipocrisia… Farisaísmo.
D) Deus é o Criador que liberta a criação que geme
Identidade progressista…. Espiritualidade da libertação. A luta pelas mudanças, reformas sociais, estruturais, pela força se necessário for.
E) Deus é o fogo dinamizador do meu entusiasmo
Identidade carismática… Espiritualidade do «sentir», a ênfase nas emoções, na experiência… A necessidade constante do sentir, das sensações sobrenaturais, para alimentar a sua espiritualidade. Uma fé que não é nutrida pela Palavra de Deus, a Bíblia, mas pelas experiências pessoais…
F) Deus é o grande ausente
Identidade liberal… Espiritualidade academicista… Preferência ao pensar, ao estudar, e a partir daí construir sua espiritualidade, considerando sua própria compreensão de Deus, e do que é válido ou não para o seu viver..
G) Deus é o bem, a força presente em todas as coisas
Identidade naturalista… Espiritualidade panteísta… Deus é a natureza… Deus está na criança, na flor, no ar etc. O foco está na revelação natural, e a crença de que ao se cultuar a natureza se está cultuando a Deus.
Sem sombras de dúvidas se pode afirmar que tais “visões” nem sempre são assim tão distintas, e que muitas vezes elas se mesclam, se misturam na mente humana, e sempre em constantes alterações, se tornando confusas, e não tão claras… Nas “visões”, acima citadas, encontram-se motivos para se falar mal de Deus, ou colocar Deus sendo e agindo como os deuses das diversas crenças e religiões.
Cada uma dessas “visões”, assim como outras que surgem, mereceriam um estudo a aparte, mas não é o nosso propósito nesta série.
Cuidado… A verdadeira visão, o verdadeiro conhecimento sobre Deus e suas obras estão estritamente conectados com a revelação que o próprio Deus faz de Si mesmo, por intermédio dos profetas e dos apóstolos, de Cristo Jesus e das Escrituras – Ef 2.20; Hb 1.1-4.
Jo 17.3, ”E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste”.
Bibliografia
Almeida Revista e Atualizada© Copyright © 1993 Sociedade Bíblica do Brasil
Biblia de Estudo da Fé Reformada, ARA, R.C.Sproul, Editor-Geral, Editora Fiel e Ligonier Ministries, 2a. Ed.:2022, SP, Brasil
David K. Lowery, “2 Corinthians”, in The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures, org. J. F. Walvoord e R. B. Zuck, vol. 2 (Wheaton, IL: Victor Books, 1985)
II Corintios: Introdução e comentário. Colin Kruse. Ed. Mundo Cristão. Vida Nova, 1994.
The Treasury of Scripture Knowledge Bagster, 1974.
LÉXICO do novo Testamento – Grego / Português. F. Wilbur Gingrich – Vida Nova, 1984.
Chave Lingüística do novo Testamento Grego. Fritz Rienecker, Cleon Rogers – vida Nova, 1985.
Comentário Exegético Y Explicativo de La Bíblia – Tomo II Novo Testamento. Roberto Jamieson, A R.. Fausset, David Brown – Casa Bautista de Publicaciones, 1977.
O conhecimento de Deus. J.I. Packer. Ed. mundo Cristão, 1984.
Examinai as escrituras: Atos a Apocalipse. J. SidLaw Baxter. Ed. Vida Nova, 1989.
Notes on 2 Corinthians 2 0 2 5 Edition Dr. Thomas L. Constable
(Nota: Esta Série está sendo desenvolvida a partir das mensagens pregadas em RAO, SP, Brasil, em 2006. E, há notas e referencias Bibliografias que foram perdidas…)
Mensagens Bíblicas
Satisfação e vitória em Cristo
Série em 2 Coríntios
#2, Mensagem
2 C o 1.1-11
Domingos Mendes Alves
@paraoalvo
05.04.2025
Last modified: March 14, 2025