“Todos os caminhos não levam a Deus!” (1ª parte)
Máximas do tipo “Todos os caminhos levam a Deus” têm mantido muitos no engano, e na angústia de um mundo sem esperança e/ou com falsas esperanças, e no vazio da vida sem Deus.
Diz-se que há “um só Deus”, que “todas as religiões são boas”, que “todos os caminhos levam a Deus” e que a “voz do povo é a voz de Deus”. Mas o que há de verdade nestas afirmações? O que há de mentira?
Durante quatro devocionais nós vamos refletir sobre estas afirmações e as respectivas implicações para a nossa vida no presente e futuro.
Já que estamos nos referindo a “Deus” e ao nosso relacionamento com Ele proponho que tenhamos como ponto de partida – a Bíblia. Por que a Bíblia? Porque a Bíblia é a revelação proposicional de Deus ao homem.
O autor do livro de Hebreus, um dos livros do Novo Testamento, escreveu – “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por intermédio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1.1-4). Deus se deu a conhecer várias vezes e de várias maneiras, e este texto de Hebreus destaca os “profetas” e o “Filho – Jesus Cristo”.
Após os importantes fatos históricos da morte pelos pecados, da ressurreição de Jesus Cristo e antes de Sua subida aos céus, Jesus no encontro com os discípulos de Emaús “… começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras” e que “… era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lucas 24.27,44).
No Evangelho de Mateus, Jesus ao condenar a hipocrisia dos fariseus (homens religiosos) e dos mestres da lei, diz: “E, assim sobre vocês recairá todo o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraque, a quem vocês assassinaram entre o santuário e o altar” (Mateus 23.35). Nestes textos Ele cita fatos históricos registrados no livro de Gênesis e de 2 Crônicas, atestando a veracidade de todo o Velho Testamento, das Escrituras.
Mais tarde os apóstolos e discípulos de Jesus Cristo testificaram sobre a autenticidade do Novo Testamento, sendo este também reconhecido como Escrituras – Palavra de Deus, complementando de modo harmonioso o Velho Testamento, completando assim o total da revelação escrita de Deus aos homens.
Referindo-se aos “profetas” e as Escrituras o apóstolo Pedro escreveu – “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.20,21).
O apóstolo Paulo escreveu “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino…” (2 Timóteo 3.15-17) ou seja, toda a Escritura é procedente de Deus.
Assim, temos como grande desafio ser críticos, como foram os habitantes de Beréia diante da mensagem do apóstolo Paulo – “Os bereanos eram mais nobres dos que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo. E creram muitos dentre os gregos, um bom número de mulheres de elevada posição e não poucos homens” (Atos 17.11,12).
Antes de acreditar nas máximas citadas no início deste texto, ou no que estou digitando aqui, tome a decisão de examinar a Bíblia com mente crítico, coração sincero e humilde, livre de preconceitos e soberba.
Antes que você cite a máxima “cada um interpreta a Bíblia a sua maneira”, saiba e/ou lembre-se que um dos princípios de interpretação é que um texto deve ser examinado a luz do seu contexto. Todo texto bíblico faz parte de uma unidade literária maior, e para uma interpretação fiel ao que foi revelado por Deus, o mesmo deve ser entendido a luz de seu contexto teológico, histórico e gramatical. Além do mais, como a Bíblia é palavra Deus nós necessitamos e dependemos do ministério do Espírito Santo iluminando a nossa mente a fim de compreende-la. Assim, fale com Deus em oração, rogando a Sua ajuda para compreensão da Bíblia.
Erra-se quando não se conhece as Escrituras nem o poder de Deus (Mateus 22.29). Assim como aconteceu com os discípulos de Emaús, quando Jesus “… lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras” (Lucas 24.45), que o mesmo ocorra com cada um de nós, pois felizes aqueles que ouvem, entendem, crêem e praticam a Palavra de Deus.
Em Cristo Jesus,
“… Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos…”, 1 Timóteo 2.5,6
(Nota: está série de Devocionais, têm como base textos escritos por mim, quando pastoreava a IEBNA, Ribeirão Preto, SP, Brasil, em 2002)
Domingos Mendes Alves
@paraoalvo
Goiânia, GO – Brasil
21.11.2024
Last modified: January 26, 2025