Viva com visão celestial

Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida.

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Estudos Bíblicos
Série – Colossenses:
A toda suficiência de Cristo
9a. Mensagem
Domingos Mendes Alves
@paraoalvo

Viva com visão celestial, Colossenses 3.1-4.6

Mensagem: Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida.

Esboço
Introdução
1. Recordando
8ª. Mensagem: “Cuidado – ninguém vos engane”, Cl 2: 8-10.
Cuidado com a filosofia, o legalismo, o misticismo e o ascetismo…
Jesus Cristo e a Palavra são suficientes para nos conduzir ao pleno conhecimento de Deus, a maturidade espiritual, e ao viver cristão na sua plenitude.

As ordenanças de Deus são opostas a filosofia, ao legalismo, ao misticismo, ao ascetismo e a todas invenções humanas.

2. 9a. Mensagem, Viva com visão celestial, Cl 3.1- 4.6
Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida.

Analisemos este texto bíblico, as implicações e os desafios ao viver Jesus Cristo.

I. O que é visão celestial?
A. Focar as “coisas lá do alto”.
3.1,2 “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto… Mantenham os pensamentos nas coisas do alto…” (cf. 2.12).

O discípulo de Cristo já passou pelo julgamento (salvo da morte eterna) e possui a vida eterna, e aguarda a segunda vinda de Cristo (tem a esperança da glória, 3.3; 1 Jo. 3.1-3).

Coisas “lá do alto” (‘epouraniois’) – mundo celestial…

B. Procurar as coisas lá do alto.
Procurar, buscar, investigar… Atividade contínua e habitual… – não algo esporádico, dominical…
Rm 2.7
Tenham a vossa vida focada segundo os valores celestiais (“lá do alto” – ‘epouraniois’)…
Filosofias, legalismo, misticismo e ascetismo são coisas deste mundo (coisas terrenas, 3.2), são temporárias e passageiras, de um mundo sem Deus.

“Devemos focar a nossa ambição na busca de tudo que esteja relacionado com Cristo e Sua exaltação” (Shedd & Mulholland).
Mt 6.33
Nosso coração se enche de ansiedade quando focamos primeiro as demais coisas – comer, vestir etc., e não o Reino de Deus e a Sua justiça.
Família, profissão, estudos, economia, lazer etc., não podem ser “fins”, o foco da nossa vida. Tais coisas devem ser “meios” para servir, testemunhar e glorificar a Cristo.

C. Manter os pensamentos nas coisas do alto.
Que os vossos pensamentos se fixe em algo sublime… Não nas “coisas aqui da terra” – não conformados com um mundo sem Deus.

Em Cristo precisamos ter uma atitude definida… Disposição interior… Motivação… O motivo determina uma linha de ação e a conduta do indivíduo.
Fp 2.2,5 (Fp. 3.19,20 cf. Hb. 11.13).
Nossos motivos devem ser inspirados pelo Senhorio de Cristo na nossa vida.

II. Por que ter visão celestial?
A. Porque morremos em Cristo, 3.3
Em Cristo há: nova vida (3.10,11); salvação eterna; perdão dos pecados; vitória sobre a morte – ressurreição – 2.11-15.
2.20 – “morrestes com Cristo” – chamados para uma nova vida, não apenas separados de um mundo sem Deus e dos poderes malignos.
3.1 – “ressuscitados com Cristo” (2.12) – relembra a nova vida; resposta de fé e que foi certificada no batismo nas águas (Rm. 6.1-14).

B. Porque a nossa vida está escondida com Cristo em Deus, 3.3
Sugere: onde a vida do cristão é nutrida; segurança, “com Cristo em Deus” marca uma dupla proteção; e, identidade, o cristão é identificado com o Senhor ressurreto.
Em Cristo temos a esperança da glória, 3.4
Quando Cristo se manifestar (‘phaneroo’), referência a Sua segunda vinda, então as coisas ocultas serão plenamente conhecidas, as coisas incompletas serão plenamente acabadas – Fp. 1.7; 1 Jo. 3.1-3.
Devemos viver com esta esperança, com a perspectiva futura da existência do cristão… É sob esta perspectiva futura de “glória” em Cristo, que nós devemos viver cada dia, para não nos tornarmos mundanos / secularizados.

Mas, vivermos segundo os aspectos práticos do viver cristão, como apresentados de 3.5-4.6… (veremos nas próximas mensagens estes aspectos no ponto seguinte …).

III. Quais são os resultados práticos do viver com visão celestial?
Vivendo com visão celestial o discípulo de Cristo manifesta no Espírito o Senhorio de Cristo, 3.5-4.6.

A. Fazer morrer a natureza pecaminosa, 3.5-11
Morte obrigatória na vida prática – mortificar a nossa natureza pecaminosa. Este texto mostra a nossa responsabilidade…
1 Co 15.31; Rm 6.11; Mt 5.29,30
Cl 3.8 “Despojai-vos…”; 3.9 “Vos despistes do velho homem…” (3.7, referência ao tempo sem Cristo).
Todo esse “morrer”, “despojar”, é feito em Cristo, no Espírito Santo, Rm 8.13.
Recuse as práticas que não agradam a Deus, que não fazem parte da nova vida em Cristo.

Quais são essas práticas / obras más?
a. Prostituição (pornéia), 3.5
Toda atividade sexual ilícita, fora do contexto do casamento (macho e fêmea / homem e mulher), 1 Ts 4.3.
Demóstenes (orador grego) – “Nós reservamos amantes para nosso prazer; concubinas para as necessidades corporais do dia-a-dia; mas temos esposas para produzir crianças legitimamente e para ter quem seja fidedigna para guardar os nossos lares”.

b. Impureza (akatharsia), 3.5
Gl 5.19; 1 Co 6.9; 2 Tm 2.22
Contaminação moral; qualquer coisa revoltante e miserável, que é vergonhoso e destrutivo.

c. Paixão lasciva (pathos), 3.5
1 Ts 4.15; Rm 1.26
Desejo irrestrito; a palavra indica um impulso ou força que não descansa até ser satisfeito; leva aos excessos sexuais ou mesmo às perversões.
Pessoa dominada pelo “fogo do sexo”.
Exemplo de Davi e sua paixão por Bate-Seba – levou ap adultério e ao homicídio (morte de Urias).

d. Desejo maligno (epithmia kake), 3.5
1 Ts 4.5; Gl 5.24; Rm 1.24; 6.12; 7.7,8; 13.14
Concupiscência – abrange todos os “maus desejos”…
Há desejos que não são malignos, maus… Mas, aqui se refere aos desejos maus, que não agradam a Deus.

e. Avareza (pleonezia), 3.5
Lc 12.15
Insaciabilidade, cobiça, tirar vantagem egoísta…
1 Ts 4.16 foi traduzida por “defraudar”…
A avareza leva para longe de Deus e gera confiança nas coisas materiais, Mt 6.24; Lc 16.13.
Que é idolatria – palavra originária de ‘latreia’, “serviço ou culto religioso em favor dos ídolos” (imagens dos falsos deuses).
Valorizar a criação acima do Criador, Rm 1.25

Cl 3.6 – Por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].
Por estas coisas – práticas malignas, que não agradam a Deus.
Ira (thumos) – oposição e vingança contra o pecado, Rm 1.18.
Hoje na sua ira Deus entrega os iníquos ao pecados e suas conseqüências, Rm 1.24, 26.
No futuro, a ira, se manifestará no juízo, na condenação divina, Rm 2.5.
Somente em Cristo somos salvos da ira divina, Rm 5.8-11; Cl 2.13-15.
Mas estar em Cristo é viver em santidade, de modo agradável a Deus; é reconhecer, confessar e abandonar o pecado.

Cl 3.8 – Despojai-vos igualmente…
Pecados da língua…

f. Ira e Indignação (thumos), 3.8
Irritação violente e breve…

g. Maldade (kakian), 3.9
Natureza viciosa que se inclina “a fazer o mal para os outros”, 1 Co 5.8; 14.20; Rm 1.29; Ef 4.31.
“Criar problemas para os outros” – fofoca, críticas sem amor (destrutivas)…

h. Maledicência (blasphemian), 3.9
Linguagem maledicente, tentativa de desonrar a outra pessoa…
Blasfemar contra os outros…

i. Linguagem obscena (aischrologia), 3.8
Linguagem ofensiva, abusiva, palavrões.
Obscena – vergonhosa…

j. Mentira (pseudomai), 3.9
Falsificar uma comunicação…
Mentir é aliar-se ao Diabo, o “Pai da mentira”, Jo 8.44.
A mentira gera suspeita e desconfiança e assim destrói a comunhão…

Cl 3.9 – Uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos…
Razão para o abandono do que não agrada a Deus, dos maus caminhos…
Não reverta ao velho modo de vida, Gl 3.27;Rm 13.12,14; Ef 4.24.
“Velho homem”, “velho Adão”, “velha existência” – antigo estilo de vida com seus alvos, hábitos e inclinações (você ainda está nele se não crê em Cristo como Salvador, se você ainda não é discípulo de Cristo).

Cl 3.10 – E vos revestistes do novo homem…
Novidade qualitativa, em contraste com o que existia anteriormente…
Ação contínua – sempre se renovando…; ação executada em nós pelo Espírito Santo, fruto da graça divina (não do esforço e ou dos méritos humanos).
Novo homem segundo o “pleno conhecimento” – a capacidade de reconhecer a vontade e ordem de Deus (Cl 1.9), e praticá-la.
“Segundo a imagem daquele que o criou” – referência ao próprio Cristo.

Cl 3.11 – Onde não há distinções…
Grego versus judeu – nacionalidade…
Circuncisão versus incircuncisão – vida religiosa…
Bárbaro – pessoa que falava um idioma ininteligível…
Cita – “pouco melhor que os animais selvagens” (Josefo)…
Escravo versus livre – posição social.

“Cristo é tudo em todos” – O importante é o Senhor.
Quem é Cristo para você? Que implicações isto tem para a sua vida prática?
Quem está em Cristo recusa a prática do que não agrada a Deus, e vive na prática do que é segundo a Sua vontade.
Isto faz parte do viver segundo a visão celestial – “Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida”.
Pensando e buscando as coisas celestiais, não deste mundo… Daquele que tem sua vida nutrida e segura em Cristo, e identificada com Ele.

B. Revestir-se das virtudes divinas, 3.12-4.1,5,6.
Primeiramente vejamos as virtudes divinas que devem fazer parte do nosso caráter em Cristo e nortear os nossos relacionamentos – na família, na Igreja, na vida acadêmica e profissional, para com os “de fora” (4.5).

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados..” – escolhidos, segundo o amor, e a livre e soberana vontade e graça divina, como membros da nova criação em Cristo, devem portar-se com tal… Nosso estilo de vida deve refletir a nossa nova vida em Cristo…

Revesti-vos de:

a. Profunda Compaixão (ternos afetos de misericórdia), 3.12
Coração compassivo; sentimentos de simpatia diante do sofrimento e das necessidades uns dos outros…

b. Bondade, 3.12
Expressa em atitudes e atos – fazer o bem. Atitude amigável e auxiliadora que procura suprir a necessidade dos outros mediante atos generosos…

c. Humildade, 3.12
Reconhecimento da própria fraqueza e limites, mas também reconhecimento do poder de Deus (poder que o capacita…).

d. Mansidão, 3.12
Ceder direitos… Permitir que Deus molde nosso caráter e nos conduza…
Indica uma submissão obediente a Deus e Sua vontade, com uma fé não vacilante… Atos gentis e uma atitude benevolente para com as outras pessoas, e, frequentemente enfrenta oposição… É virtude de manter a personalidade sujeita a vontade de Deus mediante o poder do Espírito Santo.

e. Paciência (longanimidade), 3.12
Mente que se controla durante um longo tempo antes de agir… Longanimidade, paciência em sofrer injustiças, sem vingança, mas com esperança em Deus.
Não desistir diante de pessoas e ou situações difíceis.

f. Suportem-se uns aos outros, 3.13
Aceitação e amparo mútuo…
Como tendemos em rejeitar aquele que é diferente que age e ou pensa diferente de nós (não me refiro a prática de pecado, mas ao ser diferente…).

g. Perdoem as queixas, 3.13
“Queixa” por aquilo que te trouxe vergonha, pesar, tristeza…; “achar falta em…”; “estar insatisfeito com…”.
“Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 2.13,14)… – “cancele a dívida, grave-a na cruz de Cristo”; liberte a outra pessoa da culpa, da ofensa contra você; assuma o compromisso de não renovar a questão.
Perdão gera reconciliação, remove as barreiras de inimizade, restaura a comunhão…
Perdoar não é opção, mas é resultado natural da nova vida em Cristo, é uma questão de obediência a Deus, de andar no Espírito.

Construam relacionamentos revestidos pelo “amor” 3.14 – tenha uma atitude motivada e orientada pelo amor de Cristo; amor que é sacrificial, que visa o benefício do próximo.
O elemento unificador, integrador deve ser o amor – “vínculo”.

Fomos chamados para viver em “paz” (não com inimizades) com Cristo e uns com os outros, 3.16.
“Bem aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”, Mt. 5.9.

Sejamos agradecidos (não arrependidos; resmungando; queixando-nos) por sermos “membros do corpo de Cristo” – Igreja, 3.16. Façamos tudo com gratidão a Deus Pai, 3.17.

Lembre-se: Perdão gera reconciliação, remove as barreiras de inimizade, restaura a alegria da comunhão uns com os outros (Efésios 2.11-22).

Agora, vejamos como o ser revestido destas virtudes divinas impacta os nossos relacionamentos
a. Nas relações no contexto da igreja – corpo vivo de Jesus Cristo, 3.16.
* Edificação mútua, 3.16
Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo…, 3.16
“Habite” – morar, residir, viver em..
Para isso precisamos em oração (agradecendo pela palavra de Deus, rogando a iluminação e a capacitação do Espírito etc.): ler, compreender, personalizar, memorizar e praticar (ilustrar com 3.13 – “perdão”).
Isto nos dará condições de “ensinar e aconselhar uns aos outros com toda a sabedoria…”:
Ensinar (instruir) uns aos outros – mostrar como viver segundo os princípios da palavra de Deus; e, aconselhar uns aos outros – corrigindo-nos mediante a advertência e o ensino.

* Adoração e louvor comunitário, 3.16 (Ef 5.19)
Somente com a palavra de Deus em nossos corações há verdadeira adoração e louvor comunitário a Deus, 3.16 (sem a palavra há murmuração, queixas etc.).

* Atitude de gratidão, 3.17
E todas as coisas devem ser feitas em nome de Cristo e com gratidão.
Fazer em “nome de Cristo” é ter a atitude apropriada, conforme Cristo – “O que Cristo faria, ou como agiria se Ele estivesse em meu lugar?”.
A totalidade da vida (“tudo” – palavra ou ação) do discípulo de Cristo fica debaixo do Nome de Jesus.
Toda motivação e ação devem ser na dependência de Cristo, e para exaltação (glória) de Cristo.

b. Nas relações no contexto do lar, 3.18-21
* Esposas – sujeitas aos maridos, 3.18
“Submissão” atitude de respeito e valorização do marido, que redunda num desejo natural de servi-lo, apoiá-lo e reconhecer sua liderança em Cristo (liderança que não é autoritarismo, exploração, humilhação etc.).
A submissão biblicamente falando (Ef 5.21) é voluntária e se baseia no reconhecimento da ordem divina.
Esposas revestidas das virtudes divinas não controlam e ou “empurram” os seus maridos. Se os maridos não obedecem a palavra de Deus, elas procuram ganhar os maridos por meio de um espírito manso e tranqüilo, de um caráter aprovado por Deus (1 Pe. 3.1).

* Maridos, amando cada um a sua mulher, 3.19
“Ame” – amor sacrificial, altruísta, que visa o bem estar, o benefício da esposa.
O marido que ama segundo Cristo (caráter e atitude de servo) lidera a esposa espiritualmente (Ef 5.25-27), e a “alimenta” e “cuida” em todas as áreas e necessidades (física, emocional, espiritual etc.).

“Não a trateis com amargura” – tem a idéia de ser amargo, chato, irritante. Fala do atrito causado pela impaciência e “falação” impensada. A impaciência e os resmungos, o desprezo, a hostilidade etc., geram graves crises e desanimo.
O marido revestido das virtudes divinas transmite segurança, honra e valor a sua esposa (tornando-a mais “bela”).

* Filhos, obedecendo aos seus pais em tudo, 3.20
“Filhos obedeçam”… – referência aos filhos menores (mas, os filhos menores que moram com os pais devem reconhecer que os pais são a autoridade no lar).
“Obedeçam em tudo” – tudo aquilo que não fere o caráter e a vontade de Deus… Isto agrada a Deus…
Filhos revestidos das virtudes divinas obedecem aos seus pais enquanto estão debaixo de sua autoridade, e os honram por toda a vida.

* Pais, não irritando os seus filhos, 3.21
“Pais não irritem…” – irritação que vem pela implicância, incoerência (faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço), agressão por palavras e ou atitudes (física, moral etc.), omissão etc.
Com tais atitudes os pais conduzem os filhos ao desanimo – “sem espírito e sem motivação”.
O caminho bíblico da educação dos filhos não é o da “ausência de disciplina”, nem de “excesso de rigidez”, mas da criação “segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Ef. 6.4b, cf. Hb. 12.4-12).
Pais revestidos das virtudes divinas não são fonte de desanimo para os seus filhos, mas os educam em amor segundo o ensino e o modelo de Deus Pai.

c. Nas relações profissionais, 3.22-4.1
Principais modos de produção – forças produtivas (meios de produção + seres humanos), produção de bens e serviços, relações e distribuição…

Primitivo – propriedade coletiva… / Israel – kibutz; Tribos indígenas…
Escravista – tudo era propriedade dos senhores… / Roma antiga; Brasil colonial…
Asiático – terras e meios de produção pertencem ao estado… Classes privilegiadas / Egito antigo, China, Índia, África etc.
Feudal – senhores feudais (poder econômico e político) versus servos (trabalhavam para os senhores, pagavam impostos e tinham certo usufruto da terra)… / Europa ocidental, Idade Média até Séc. XVI.
Capitalista – Relações assalariadas de produção… Duas classes principais – burguesia (elites / poder econômico etc.) versus assalariados (trabalhadores)… Visa o capital, lucro… / Mundo ocidental, Brasil atual…
Socialista – economia planificada, propriedade social… Visa as necessidades básicas da população… / Europa Oriental, e certos países da Europa Ocidental, América Central…

O contexto em que Paulo e a Igreja de Colossos vivam era um contexto escravista… Nós vivemos num contexto capitalista… Mas, o princípio bíblico se aplica a todo e qualquer contexto…

* Empregados, sob autoridade dos seus empregadores, 3.22
“Servos” – hoje, referência aos empregados, funcionários, assalariados etc.
“Obedeçam em tudo” – tudo aquilo que não fere o caráter e a vontade de Deus…
“Aos seus senhores”… – “senhores”, hoje, referência aos empregadores, líderes, chefes executivos, gestores, gerentes etc.
Trabalhem com sinceridade, excelência, diligência e fidelidade, não somente quando o “senhor” estiver observando e ou quando o seu trabalho “aparecer”, tiver reconhecimento… Não seja bajulador, “puxa saco”, fingido…
Tenha como verdade motivação a consciência de que estás trabalhando para o Senhor dos “senhores” (3.23), Aquele de quem receberás o retorno completo, pleno (recompensa da herança, 3.24), e que fará justiça pois não faz acepção de pessoas (3.25).

Servos revestidos das virtudes divinas desenvolvem seu trabalho com sinceridade, excelência, diligência e fidelidade, convictos de que acima de tudo estão servindo a Cristo.

* Empregadores sendo corretos e justos para com os seus funcionários, 4.1
“Senhores”… – “senhores”, hoje, referência aos empregadores, líderes, chefes executivos, gestores, gerentes etc.
“Senhores” dêem aos seus servos o que é:
– Justo – remuneração honesta; respeitar integralmente os méritos e os direitos dos servos, direitos dados pelo Deus Criador de receber justa porcentagem do fruto do seu trabalho (1 Co 9.7-9; 1 Tm 5.18);
– Direito – obrigação de garantir a maior igualdade possível entre os que fazem o mesmo serviço ou desempenham uma função de igual responsabilidade, sem fazer acepção de pessoas…
“Senhores” saibam que vocês têm um Senhor nos céus a quem prestarão contas… Jó 31.13,14; Lc 3.9-14.

Senhores revestidos das virtudes divinas tratam seus servos segundo o que é “direito e justo”, certos de que prestarão contas ao Senhor dos céus.

d. Nas relações para com dos “de fora”, 4.5,6.
“Portai-vos com sabedoria…” – ande, viva, tenha um estilo de vida sem extremismos, sem barreiras “extra bíblicas” e ou “anti-bíblicas” (exemplo – filosofias humanas, legalismos, misticismo, e ascetismo, que estudamos na 7ª mensagem desta série em Colossenses, cap. 2). Tenha compreensão da vontade de Deus e cumpra-a, Cl 1.9,10,28; 2.3;3.16a.

“São de fora” – vivem num mundo sem Deus; não são discípulos de Cristo (podem até ser religiosos); não são filhos de Deus pela fé em Cristo como único e suficiente Salvador.
“Aproveitai as oportunidades”… – invista sua vida e ocupações num testemunho positivo e atraente àqueles que ainda não são discípulos de Cristo, que estão fora da comunhão com Deus e a Sua Igreja.
Tenha uma palavra agradável e benéfica (cf. Ef. 4.29), e saiba como “responder a cada um” – respondendo as questões e dúvidas com respostas baseadas na mensagem do amor de Deus e em Sua sabedoria demonstrada na cruz de Cristo (1 Co. 1.18-2.5).

Discípulos revestidos das virtudes divinas investem suas vidas e ocupações num testemunho positivo e atraente àqueles que ainda não são discípulos de Cristo, que estão fora da comunhão com Deus e a Sua Igreja.

Conclusão
Desafio – Viver com visão celestial é viver segundo os valores de Cristo, e no Espírito Santo manifestar a vida de Cristo em todas as áreas e circunstâncias da vida.

Em Cristo Jesus…
Fazendo morrer a natureza pecaminosa, e viver em santidade, 3.5-11
Revestindo-se das virtudes divinas, vivendo relacionamentos sadios e construtivos, 3.12-4.1,5,6 – na família, na Igreja, na vida acadêmica e profissional, para com os “de fora” (4.5).

Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina é a de modo perseverante, e confiante aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
* O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
* Como eu posso colocar isso em prática na minha vida?
* Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?

Conheça… Creia… Aproprie-se… E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (João 10.10).

Bibliografia (utilizada como base da pesquisa nesta série de mensagens):
Pinto, Carlos Osvald Cardoso, Foco & Desenvolvimento no Novo Testamento, 2ª. Ed Revisada e Atualizada, São Paulo: Hagnos, 2008.
MacArthur, John F. Nossa Suficiência em Cristo – Três Influências Letais que Minam sua Vida Espiritual, São José dos Capmpos: Fiel, 1995.
Martin, Ralph P., Colosseneses e Filemon – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1991.
Meyers, Rick – E-sword HD.
Schaeffer, Francis A., A Igreja do Final do Século XX – Teologia Prática 3, Brasília: Sião, 1998, 2ª. Ed.
Nesta série de mensagens em Colossenses, de modo geral, a interpretação, das palavras gregas são pesquisadas no Olive Tree – Bible Study – RA Strong´s; Léxico do Novo Testamento – Gingrich & Danker , Ed. Vida Nova; Chave Linguistica do Novo Testamento Grego – Rienecker & Rogers, Ed. Vida Nova.

Domingos Mendes Alves
Série – Colossenses:
“A Toda-Suficiência de Cristo”
9a. Mensagem
(pregada na IEBNA, RAO,SP, BRA
em 3 partes em 2007/17 …)
Revisada e inserida no site:
paraoalvo.com
03.09.2024
Viseu, Portugal

Last modified: January 30, 2025