Relacionamentos no Espírito Santo

Relacionamentos sadios e construtivos, e com satisfação, resultam da nova vida em Cristo Jesus, do viver controlado pelo Espírito Santo.

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Mensagens Bíblicas
Série – Efésios
Andar de modo digno em Cristo
12a. Mensagem
RAO, SP, BRA 2013
Domingos Mendes Alves
Revisado, 10.07.2024

Relacionamentos no Espírito Santo, Efésios 5.21-6.9

Mensagem: Relacionamentos sadios e construtivos, e com satisfação, resultam da nova vida em Cristo Jesus, do viver controlado pelo Espírito Santo.

Esboço
Introdução

Na mensagem anterior, “Enchei-vos do Espírito Santo”, Ef 5.18-21, o foco da mensagem foi que: a pessoa cheia do Espírito Santo tem um estilo de vida, controlada pelo Espírito, que testemunha, anuncia e glorifica a Jesus Cristo.

Esta mensagem, Relacionamentos no Espírito Santo, Ef 5.21-6.9, em 2013, foi pregada durante 3 domingos. Aqui será compartilhado o texto integral (não em 3 partes).

Um dos pontos da mensagem anterior foi – “sujeitando-vos uns aos outros…”, Ef 5.21.
Neste item, nós refletimos sobre o – respeito, valor, pedir perdão e perdoar, servir…, uns aos outros.
Conforme Fp 2.2, é olhar para o outro como superior, ou seja, olhar da perspectiva de que somos servos uns dos outros…
E, sob a perspectiva da “vida cheia do Espírito” (Ef 5.18), da “sujeição mútua”, que nós refletirmos sobre os“Relacionamentos no Espírito”, 5.22ss.

Os relacionamentos no Espírito Santo são, mais algumas das características do andar digno em Cristo, do andar que agrada a Deus

Relacionamentos sadios e construtivos, e com satisfação, resultam da nova vida em Cristo Jesus, do viver controlado pelo Espírito Santo. E, tais relacionamentos testemunho e glorificam o Nome de Deus.

Para vivermos tais níveis de relacionamentos nós somos encorajados pela visão e convicção da capacitação de Deus, Ef 3.16,20; 6.10; 1 Ts 5.24.
Reflitamos em Ef 5.21-6.9, sobre os desafios e as implicações para o relacionar no Espírito Santo.

I. Maridos e esposas, 5.21-33
Casamento bíblico é, entre um homem e uma mulher, macho e fêmea, sexo masculino e sexo feminino… É uma união formal, publica, legal, reconhecida…(Ct 8.6a; Mt 19.7 “…certidão…”).

No casamento há papéis, funções que no Espírito Santo precisam ser conhecidas, compreendidas, cumpridas e compartilhadas, mas o casamento se solidifica na qualidade e profundidade dos relacionamentos desenvolvidos com o Senhor, e um com o outro em “mútua sujeição em amor” (Alves, Domingos Mendes, 09,2013)

1. “Mulheres…”, Ef 5.22-24,33. Tt. 2.4-5
v. 22, As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;
a. O que não é submissão?
Não é escravidão, subserviência, falta da dignidade humana…
A submissão ao próprio marido no Senhor é exercida por temor ao Senhor, de maneira voluntária e em amor ao marido.

b. O que é sujeição no Senhor?
É o reconhecimento da liderança dada por Deus, no lar e na família ao marido… “porque o marido é o cabeça da mulher”, v. 23a
Cooperar com o marido no seu papel de liderança…
Compreender que acima da liderança do marido há a autoridade do Senhor, e tudo tem que ser em primeiro lugar para o Seu (Deus) agrado.

Eu tenho me sujeitado ao meu marido, como a Cristo?

c. “… E, a esposa respeite ao marido”, v. 33b
Honrar, valorizar o marido…
Não envergonhá-lo…

d. “… A amarem ao marido …”, Tt 2.4,5
Amiga do seu marido, […] sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada…
Companheira do seu marido…

2. “Maridos…”, Ef 5.23;25-30
v. 23a Porque o marido é o cabeça da mulher …; v. 25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela; v. 33a Não obstante, vós, cada um de per si ame a própria esposa como a si mesmo …

a. Amar como Cristo…
Refere-se ao amor sacrificial, incondicional, que busca o bem estar do outro…

b. Amar como a seu próprio corpo
Alimenta… Atende às necessidades… Cuida de si…

Cuida… Nutre…
Assim, o marido deve cuidar, proteger, dar conforto e segurança a esposa; ajuda-la no amadurecimento, no crescimento espiritual…

Eu tenho amado minha esposa, como a mim mesmo, e acima de tudo como Cristo amou a Igreja?

c. Amar de uma maneira pratica
As linguagens do amor: falar, tocar, ouvir, ajudar, presentear…

d. “Marido é o cabeça da mulher…”
O marido lidera como Cristo lidera a Igreja. v. 23
O líder servo que em amor sacrificial caminha junto como esposa para alcançar os propósitos de Deus; não o marido mandão, autoritário, explorador…

É o marido que cuida, nute, protege, e facilita o desenvolvimento de sua esposa, assim como Cristo para com a Igreja . vv. 26,27

Desafio;
O grande mistério, Ef 5.32; Gn 2.24
v. 32, Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e a igreja.

“Deus criou o casamento humano segundo o padrão da relação Cristo e Igreja…” (John Pipper)

Casamento não é uma competição entre marido e esposa… Mas, um relacionamento em uma “só carne”, onde no Senhor, cada um coopera e contribui para felicidade mútua, e glória de Cristo.

Relacionamentos sadios e construtivos, e com satisfação, resultam da nova vida em Cristo Jesus, do viver controlado pelo Espírito Santo.

II. Pais e filhos, 6.1-4
1. “Filhos…”, Ef 6,1,2
a. Obedecei …
v.1, Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo
Filhos se reconhecem a liderança, a autoridade dos pais, e obedecem no Senhor – no que é bom, justo no Senhor; por causa do temor ao Senhor …
Obediência o caminho para a verdadeira liberdade com responsabilidade, e para a felicidade no Espírito, Pv 17.11; 29.17,18; Tg 1.25; Rm 13.3-5; (Lc 19.17,26)

b. Honra a teu pai e tua as mãe…
v.2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá vem, e sejas de longa vida sobre a terra.
Honrar o caminho para valorizar e respeitar, e a ser solidário com o outro, a partir do lar, Pv 19.26; 28.24; 1 Tm 4.12; 5.1-3.
O filhos devem obedecer pai e mãe enquanto estão sob a autoridade, tutela deles: mas, a honra é por toda vida… E, há uma promessa divina para os filhos que honram pai e mãe. Promessa de qualidade de vida, do bem viver como fruto da benção de Deus. (Ef 5.6)

2. Pais…”, Ef 6.4
a. “… Não provoqueis vossos filhos..”
v.4a. E vós, pais não provoqueis vossos filhos à ira …
Provocar a ira envolve: tratar com falta de respeito… Incoerência entre palavras e ações… Disciplina sem comunicação… Agressões e todo o tipo de violência… Maltratar o cônjuge…
São algumas das maneiras de provocar os filhos à ira… Levar os filhos ao desânimo e/ou a revolta …

b. “… Criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.
v.4b … Mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.
“Criar”, dar condições, facilitar o desenvolvimento e o crescimento do filho, Cl 1.28,29.
Um dos primeiros e maiores desafios dos pais é o de facilitar a caminhada dos filhos à fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas…

“Disciplina…”, tem a haver com padrões, limites, regras; pode envolver castigo físico (sem violência, sem machucar) quando há clara desobediência aos limites, as regras…
“Admoestação…”, envolve advertência, encorajamento, alerta sobre os perigos das escolhas e decisões…
“No Senhor…” – no Seu poder, segundo os Seus ensinos, padrões…

Os princípios divinos em Hb 12.5-11
– Criança precisa ser disciplinada, v.4 (cf. Pv 13.24; 19.18; 22.5,6; 29.15-17);
– Disciplina tem que ser em amor, vv. 9-11; Pv 3.11,12;17.9.
– Disciplina em amor é marca de filiação, v. 8; Pv 28.23; 13.24.

Para vivermos tais níveis de relacionamentos nós somos encorajados pela visão e convicção da capacitação de Deus, Ef 3:20; 5:18; 2 Co 3:4-6; 4:7.

Desafio:
No ponto I. Marido e Esposa; e, II. Pais e filhos, nós refletimos sobre relacionamentos no Espírito, no contexto do lar, da família nuclear …
Lembre-se: Família – “espaço” de acolhimento, relacionamento, comunhão, tensões, crises, frustrações, cuidado… Ajuda no processo de crescimento…
Há Funções… Há Serviços… Mas, sob relacionamentos em amor, em sujeição mútua; relacionamentos sadios e construtivos …

Relacionamentos sadios e construtivos, e com satisfação, resultam da nova vida em Cristo Jesus, do viver controlado pelo Espírito Santo.

Mas, os relacionamentos vão além do lar, da família …

III. Empregadores e empregados, 6.5-9
No Império Romano a maior parte da população era constituída de escravos. Eles eram a força de trabalho…
Na antiga legislação romana, os escravos eram: “Legalmente eram apenas bens móveis sem direitos, aos quais o seu senhor poderia tratar virtualmente como quisesse” (Stott).
Paulo ao se referir aos escravos deixa claro que os considerava como pessoas dignas de respeito, e membros pertencentes a comunidade cristã.

Se os filhos devem obedecer os pais (6.1,2)… os servos, empregadores devem:

1. “Servos obedeçam a seus senhores…”, Ef 6.5-8
v.5 Quanto a vós outros, servos obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo,

Na sua instrução o apóstolo Paulo ensina:
a. devem ser obedientes como a Cristo, v.5
Um reconhecimento da autoridade de Cristo, acima da autoridade do empregador, patrão, líder, gerente…
Cl 3.22
Sirvam com sinceridade de coração, sem hipocrisia…

b. comportar-se como servos de Cristo, v.6
v.6 Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus;
Não servindo bem apenas quando são observados… Cristo observa em todo o tempo.

c. prestar serviço como ao Senhor, e não aos homens, v.7
v.7 servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens,
Não sirvam de má vontade…
Façam de coração a vontade de Deus. E, tendo como alvo maior servir de modo agradável a Cristo.

d. saber que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, v.8
v.8 certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre.
Nenhuma boa obra é deixada sem galardão da parte de Deus, Hb 11.6; 2 Co 5.10

Desafio:
A palavra de Deus amplia os horizontes do que serve… Faça para Deus, não para os homens.

Mas, assim como os pais não devem provocar os filhos à ira, os senhores (empregadores) devem:

2. “Senhores tratem seus servos de modo digno…”, Ef 6.9
6.9 E vós senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.

O empregado entra na sala do patrão e diz:
– Senhor Rezende, desculpe-me, mas há três meses eu não recebo salário.
O patrão olha fixamente nos olhos do empregado e diz:
– Está desculpado.
(Roberta Goyanna, RJ, Seleções).

a. Demonstrem respeito para com o outro
Patrões, senhores… Tratem os seus empregados com respeito, equidade, honra, dignidade da mesma forma…
Mt 7.12

b. Deixem as ameaças…,
Não abuse da sua posição de autoridade…
Oriente… Facilite a capacitação… Dê feedback… Discipline sempre que necessário… Mas, não desenvolva um relacionamento baseado em ameaças…

c. Saibam que há um Senhor nos céus…,
Jesus, o Senhor, está acima da autoridade dos patrões, dos senhores – por Issa temam o Senhor.
O Senhor Jesus Cristo não faz acepção de pessoas…
Cl 3.11,25; 4:1.

Desafio:
Nesse relacionamento entre “senhores e escravos”, na época de Paulo, e hoje, entre “empregadores e empregados”, Paulo foca 3 aspectos desse relacionamento no Espírito Santo:
1o. Igualdade – ambos são iguais diante de Deus, 6.9;
2o. Justiça – (6.9; Cl 4.1) ambos tinham direitos e deveres, e o dever de uma pessoa passa a ser o direito de outra (se é dever do empregador pagar um salário justo, é direito do empregado receber um salário justo; se é dever do empregado fazer um trabalho bom e honesto, é direito do empregador exigir um serviço honesto e bom… – Stott).
3o. Fraternidade (Fm 16; Cl 3.11) – tratar as pessoas como “irmãos”, como “gente” (não como ferramentas, coisas…), como membros da mesma raça – a raça humana (o que não significa que todos são verdadeiramente cristão e salvos eternamente em Cristo, mas que todos devem ser tratados como gente, como seres criados a imagem e semelhança de Deus).

Conclusão:
Relacionamentos sadios e construtivos, e com satisfação, resultam da nova vida em Cristo Jesus, do viver controlado pelo Espírito Santo.

Para viver tais níveis de relacionamentos no Espírito Santo nós somos encorajados pela visão e convicção da capacitação de Deus, Ef 3.16,20; 1 Ts 5.24.

1 Jo 2.6 “Aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou”

E, como Ele andou?
Disse Jesus Cristo: “Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou”, Jo 6.38 (Jo 17.4; Fp 2.5-8). E, assim nós devemos andar.

Sl 37.23,24 – “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada…”.

Próxima mensagem: Vitória na batalha espiritual, Ef 6.10-24

Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina é a de modo perseverante, e confiante aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27). Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
* O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
* Como eu posso colocar isso em prática na minha vida?
* Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?

Conheça… Creia… Aproprie-se… E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (João 10.10).

Domingos Mendes Alves
RAO, SP, BRA 15.09.2013
Revisado, 10.07.2024
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Viseu, Portugal

Last modified: January 30, 2025