De si para si mesmo

A oração que toca o coração de Deus procede de um coração humilde.

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De si para si mesmo, Lc 18
18.11a
“O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo…” (ARA)
18.11a “O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira…” (ARC)

O que Jesus Cristo ensinou por meio desta parábola?

A oração que toca o coração de Deus procede de um coração humilde.
A parábola do fariseu (homem religioso) e do publicano (cobrador de
impostos, e visto como ‘pecador’ pelos fariseus e judeus), foi citada por Jesus por causa de alguns “…que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros, 18.9b” (ARA)

O fariseu – religioso, legalista, conformado com rituais e aparências religiosas -, “orando de si para si mesmo”, ele manifestou em sua atitude e fala um coração soberbo, de alguém que não dependia da graça e da misericórdia de Deus. Mas, por confiar em sua justiça, e por se considerar melhor do que os outros (por isso, os desprezava), ele acreditava ter os méritos e o direito de ser ouvido e atendido por Deus (cf. 18.10-12).
Nele não houve humildade, nem consciência da sua pecaminosidade, e da necessidade da misericórdia de Deus para consigo. E, isto o tornou condenado e rejeitado na presença de Deus “… porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado…”, 18.14b.

O fariseu não orou “de Deus para Deus”, mas de “si para si mesmo”! Esta é oração na carne, natureza pecaminosa..

A semelhança do fariseu quantas vezes não corremos o perigo de achar
que Deus vai responder as nossas orações porque somos mais justos que os outros e/ou por causa das coisas que fazemos no contexto religioso. Puro engano e tolice!

Porém, Jesus, também, colocou em cena o publicano… E, este revelando um coração oposto ao do fariseu. O publicano em sua atitude e palavras, ele manifestou humildade, consciência da sua pecaminosidade e por isso carente da misericórdia divina. Ele reconheceu-se como pecador – desprovido de méritos, de justiça própria…
Por isso, ele suplicou, ‘hilastheti’, “Deus tem misericórdia de mim, que sou pecador”, 18.13. Suplicou pela misericórdia e o perdão divino, que Deus removesse a sua ira…

O publicano “orou de Deus para Deus”, não de “si para si mesmo”! Esta é a oração no Espírito Santo …

Como resultado da sua humildade, a sua oração foi ouvida, atendida e achou o perdão divino – “…. foi para casa justificado diante de Deus… Pois quem se humilha será exaltado”, 18.14

Pense na tua vida de oração.
Quando oras a Deus, te identificas com o fariseu ou o publicano?
Quem sabe, eu e tu, nós não tenhamos momentos nos quais nos aproximamos de Deus, mais parecidos com o fariseu; e, em outros momentos mais parecidos com o publicano?

O apóstolo Pedro escreveu: “… “Deus se opõe aos orgulhosos, mas
concede graças aos humildes”. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”, 1 Pe 5.5-7.
A oração de Daniel, registrada em Daniel 9, nos revela esse exemplo de
humildade quando ele diz: “… Não te fazemos pedidos por sermos justos, mas por causa da tua grande misericórdia…”, v. 18.

É como a mesma atitude do publicano que devemos entrar na presença
de Deus, sem confiança na nossa justiça, nos nossos méritos, e sem nos achar mais dignos e merecedores do que os outros…

Tenhamos sempre em mente: A oração que toca o coração de Deus procede de um coração humilde.

(Este texto é um recorte da mensagem “Orando segundo Jesus Cristo”, da Série: Parábolas de Jesus Cristo, Link Estudos, que foi inserida neste site encontras neste site em 05.06.2023).

Domingos Mendes Alves
@paraoalvo
Viseu, Portugal
06.05.2024

Last modified: January 26, 2025