Não rejeite o Filho!

Não rejeite o Filho! Arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo, e então você terá, no presente e na eternidade, as bênçãos do Reino de Deus.

Written by:

Mensagens bíblicas
As Parábolas de Jesus Cristo
12a. Mensagem
Domingos Mende Alves
IEBNA – RP,SP – Brasil – 10.07.2002

Não rejeite o Filho!, Mateus 21.28-46

Mensagem: Não rejeite o Filho! Arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo, e então você terá, no presente e na eternidade, as bênçãos do Reino de Deus.

Esboço:

Introdução
Na 11ª mensagem desta série, tendo como base a parábola do “Grande banquete” (Lucas 14.15-24), nós refletimos sobre a “Graça Irrestrita”. A mensagem foi que “A graça irrestrita de Deus garante a comunhão com Ele e a vida eterna, a todo aquele que se arrepende dos seus pecados e crê em Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador”.

Mas, não se engane!
Não corra o perigo de achar que a graça divina é uma graça barata, e que é uma garantia de salvação mesmo para aqueles que, embora se dizendo cristãos, questionam a autoridade de Cristo e O rejeitam como o Messias.

Afinal, não há os que afirmam de que no “apagar das luzes”, Deus na Sua bondade salvará a todos, pois Ele é amor? Ou seja, Deus não condena ninguém, mas todos serão salvos, pois todos são filhos de Deus!!!

Imprescindível ter em mente as sérias advertências da palavra de Deus:

– “… considere a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que permaneça na bondade dele. De outra forma, você também será cortado” (Rm 11.22).

– Examine, por exemplo: Mt 7.13-23; Jo 3.36; Rm 6.23 …Deus, é sim Deus de amor, mas igualmente Santo e Justo, e um Deus de ira, juízo – Rm 1.18-31; Ef 1.1-3 …

A parábola “Dois filhos” e a parábola dos “Lavradores” vão nos ensinar que “aquele que sendo incrédulo, rejeita o Filho e desobedece ao Pai, tem sobre si a condenação divina”.

Estas parábolas acontecem dias antes da morte de Jesus Cristo. Temos aqui todo um contexto de oposição a Jesus. Oposição esta comandada pelos líderes religiosos da nação de Israel – “… os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles”, Mt 21.45.

Em Mt 20.29-34, Jesus, o Filho de Davi (titulo messiânico, Sl 8; 72; Is 9.7), demonstra mais uma vez Seu poder e autoridade sobrenatural e divina ao curar dois cegos, nos arredores de Jerusalém.

Logo após, capítulo 21, em cumprimento a profecia do profeta Zacarias, Ele entrou de modo triunfal em Jerusalém e foi aclamado como Rei. A multidão o seguia e gritava: “Hosana ao Filho de Davi!” “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” “Hosana nas alturas”, v. 9. A expressão “Hosana” aqui em Mateus surge como um brado de louvor, mas também aparece em outras partes das Escrituras como um clamor: “Salva, agora”; “Salva, nós te pedimos”. Ao gritarem “Bendito é o que vem em nome do Senhor”, Jesus estava sendo proclamado como o “representante do Senhor, o Messias de Deus”.
A partir do v. 12, encontramos Jesus purificando o templo. Os adoradores estavam sendo explorados pelos cambistas, com suas taxas e os altos preços dos animais necessários para o sacrifício. Jesus cita Isaías 55.6,7: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um covil de ladrões”, v. 13. Jesus faz uma denuncia sobre os falsos adoradores e o mau uso do templo. Em seguida Ele cura cegos e mancos, e recebe um verdadeiro louvor por parte da crianças deixando indignados “os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei”, v. 15.
No v. 18, temos o registro da predição profética contra a figueira. Foi um ato de juízo e de maldição por parte de Jesus, o Messias. A figueira estava cheia de folhas mas não tinha frutos. As folhas levaram a crer que a árvore fosse frutífera, pois algum fruto aparecia antes das folhas, mas a figueira era infrutífera. Embora não fosse época de figos, aquele tipo de árvore era comum dar frutos temporões (Isaías 28.4). Ao ficaram admirados com tal acontecimento, Jesus lhes ensina sobre o valor da fé na oração e na superação dos obstáculos e dificuldades, v.21, 22. A figueira retratava a nação de Israel, que falhou na sua missão e estava espiritualmente morta, não dando os frutos esperados por Deus, e assim atraía sobre si a ira e a condenação divina. Ela tinha “folhas”, toda sua aparência e os seus rituais religiosos, mas não tinha a vida e os frutos que procediam de Deus, falhando em sua missão – “ser luz para as nações”.

Logo após ao entrar e ensinar no templo, Jesus foi questionado pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo, v. 23. Eles questionam a autoridade de Jesus. Então Jesus lhes fez a seguinte pergunta: “De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens?”, v.25. Eles ficaram em dificuldades pois sabiam que se respondessem do “céu”, então estão reconhecendo a autoridade divina de João e seriam questionados porque então não creram no testemunho que João havia dado acerca de Jesus Cristo, o Messias. Por outro lado, se respondessem dos “homens”, o povo se levantaria contra eles pois criam em João como um profeta. Assim, responderam:”Não sabemos”.

Diante de todos este cenário de questionamento e de rejeição a Sua Pessoa e missão, Jesus conta duas parábolas – dos “dois filhos” vv. 28-32, e dos “lavradores” vv. 33-42. A grande questão é que a nação e os seus líderes, que tiveram tantos privilégios e oportunidades estavam rejeitando o Messias, enquanto que os “publicanos e as prostitutas” estavam se arrependendo dos seus pecados e crendo em Jesus, e assim estavam entrando no Reino de Deus.

“Não rejeite o Filho! Arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo, e então você terá, no presente e na eternidade, as bênçãos do Reino de Deus”, Mt 21.31,32; 42,43.

I. Não rejeite o Filho, mas arrependa-se e creia, vv. 28-32
Na parábola dos dois filhos podemos olhar tanto a rebeldia humana como o valor do arrependimento e do crer.
Jesus contou sobre dois irmãos que diante da ordem do pai de irem trabalhar na vinha, o primeiro respondeu: “Não quero”. O segundo filho prontamente respondeu: ‘Sim, senhor!’.

a) O valor do arrependimento
Aquele primeiro teve uma atitude de rebeldia diante da ordem do pai, e representa todos nós, pecadores que assumimos uma postura de rebeldia e de desobediência diante da vontade de Deus, revelada nas Escrituras.
O segundo filho, aquele que havia dito “sim”, representa todos aqueles que se dizem religiosos, dizem que crêem em Deus, que são cristãos e assim fazem a vontade de Deus. Pessoas que confiam em si mesmas, na sua religiosidade e justiça própria, assim como acontecia com os religiosos da nação de Israel – os fariseus, saduceus, escribas, os líderes dos sacerdotes e os mestres da lei.
No entanto Jesus revelou que o primeiro filho, que tinha tido uma atitude de rebeldia, ele se arrependeu e foi trabalhar na vinha. Ele mudou de idéia, mudou de atitude e decidiu obedecer ao pai. Este filho foi o que de fato obedeceu ao pai, e aqui nos é ensinado o valor do arrependimento.
“Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados”, At 3.19.
“… Há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”, Lc 15.10.
O segundo filho que disse “sim”, não fez a vontade do pai, e ele sim teve sobre si a punição pela desobediência. E, todos aquele que assim agem para com Deus não entram no Seu Reino, pois “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. Mateus 7.21.

b) O valor do crer
“… os publicanos e as prostitutas creram”, v. 32.
O crer em Jesus Cristo como o Messias, único e suficiente Salvador tem valor para a salvação eterna, garante a entrada no Reino de Deus, v. 31.
“Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”, João 3.36.
“… aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”, Jo 1.12.
Conforme podemos ver nas Escrituras, a fé, o crer tem valor também para a superação dos problemas, no poder de Deus e para a vida de oração – “Eu lhes asseguro que, se vocês tiverem fé e não duvidarem, poderão fazer não somente o que foi feito à figueira, mas também dizer a este monte: ‘Levante-se e atire-se ao mar’, e assim será feito. E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão”, vv. 21,22.

II. O Pai condena quem rejeita o Filho, vv. 33-46
Quando não há arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo, podemos esperar o juízo, a condenação divina. E, é isto que aprendemos com a parábola dos lavradores.
Um proprietário tinha uma vinha bem cuidada e vigiada. Um dia antes de viajar, ele arrendou a vinha para alguns agricultores. Quando chegou a época da colheita, o proprietário enviou os seus servos para receber os frutos que lhe pertenciam. Mas, os seus servos foram maltratados, espancados e mortos.
Mais, tarde enviou o seu filho, pensando: “A meu filho respeitarão!”. Mas, ele também foi maltratado e morto.
Por causa da atitude dos lavradores, Jesus declarou que quando vier o proprietário da vinha, matará de modo horrível aqueles perversos, e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe dêem a sua parte no tempo da colheita. Há aqui uma palavra de condenação.
Nesta parábola, a vinha é Israel; o proprietário é Deus; os lavradores são o líderes da nação; os servos enviados são os profetas; e o filho do proprietário é Jesus Cristo, o Messias.
Israel, rejeitou Jesus a “pedra angular”, vv. 42-44; 1 Pe 2.4-9 – e o que não crêem em Jesus, porque rejeitam e desobedecem a mensagem, nesta pedra e são rejeitados e condenados por Deus ao inferno, a morte eterna.
Então Deus levantou uma nova “nação, um povo exclusivo” – a Igreja, composta por todos aqueles (judeus e não judeus) que se arrependem dos seus pecados e crêem em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador.
Na parábola do “banquete de casamento”, Mt 22.1-14, encontramos alguém que foi expulso do banquete porque não estava com as “vestes nupciais”. E em Ap 3.5, e 7.14,15, lemos : “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida…”; “… Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso eles estão diante do trono de Deus e o servem dia e noite em seu santuário…”.

Assim, fica evidente que só entrará no Reino de Deus e participará do “banquete celestial”, todo aquele que se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus, o Reis dos reis, o Cordeiro de Deus “que tira os pecados do mundo”.

Conclusão

Aprendemos que:
– Arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo têm valor para Deus e garantem a aprovação e as benção divina;
– Arrependimento e fé são demonstradas pela obediência, pelo fazer a vontade de Deus Pai, Jo 15.14

Um vida e um passado religioso não são garantias de vida eterna; assim como uma vida e um passado de pecado não desqualificam para os céus, se houver arrependimento e fé.
Aquele que rejeita o Filho é rejeitado pelo Pai, e sobre ele permanece a ira de Deus.

Não rejeite o Filho! Mas, “Adorem o Senhor com temor; exultem com tremor. Beijem o filho, para que ele não se ire e vocês não sejam destruídos de repente, pois num instante acende-se a sua ira. Como são felizes todos os que nele se refugiam!”, Sl 2.11,12

Bibliografia:
Bayley, Kenneth. A poesia e o camponês. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1985
Pentecot, Dwight – notas de uma palestra, num encontro de Pastores e líderes, promovido pela Organização Palavra da Vida, Atibaia, SP, Brasil. Não tenho nota da data …
Rops, Henri Daniel. A vida diária nos tempos de Jesus. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1983
TASKER, R. V. G. Mateus introdução e comentário. São Paulo: Ed. Mundo Cristão e Vida Nova, 1980.

Domingos Mende Alves
IEBNA – RP,SP – Brasil – 10.07.2002

Last modified: January 30, 2025