Esforços inúteis – Conclusão

Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

Written by:

Mensagens bíblicas
Série – “Isaías – A Salvação do Senhor”
Domingos Mendes Alves
IEBNA – RP,SP – Brasil
28.03 e 18.04.2010

2a. Mensagem (Conclusão)

Esforços Inúteis, Isaías 1.1-31

Mensagem: Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

Atenção, esta parte é continuação, conclusão da 1ª. parte – Esforços inúteis …

III. O caminho dos esforços humanos agradáveis a Deus, vv. 10-17.
Há uma exigência divina, vv. 16,17
Relembremos qual era a condição espiritual do povo…
Is 5.24 “… porque rejeitaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do santo de Israel”.
Is 30.9 “Pois este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor”.
Is 42.24 “Quem entregou Jacó por despojo, e Israel aos roubadores? porventura não foi o Senhor, aquele contra quem pecamos, e em cujos caminhos eles não queriam andar, e cuja lei não queriam observar?”.

A exigência divina…
Is 1.10Ouvi a palavra do Senhor… ; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo…”
“Lei” referindo-se a revelação da vontade de Deus…
Rm 7.12 “De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”.
Is 42.21 “Foi do agrado do Senhor, por amor da sua justiça, engrandecer a lei e torná-la gloriosa”.
Isa 51.4 “Atendei-me, povo meu, e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá à lei, e estabelecerei a minha justiça como luz dos povos.

Is 8.16 “Ata o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos”.
Os verdadeiros discípulos de Cristo vivem segundo a Lei, a vontade divina revelada na Bíblia – palavra de Deus…
Is 2.3 “Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”.
Is 8.19,20 “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”.
Rm 8.7 “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”.

Deus nos conclama, por meio do evangelho de Jesus Cristo, ao arrependimento dos pecados, a consagração a Ele e a vida no Espírito em santificação diante Dele e dos seres humanos.

O Senhor exige a obediência a Sua vontade, a Sua palavra… Ele exige arrependimento dos pecados, consagração e santificação de intenções e ações.

Is 1.16,17 “Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva”.

IV. A bondade divina nos conduz ao arrependimento…
A. Chamado de misericórdia e graça…, vv. 18,19
Is 1.18-20Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã. Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra; mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; pois a boca do Senhor o disse”.
“Vinde, pois…” – um convite, um chamado ao arrependimento; oferta de perdão ao pecado cometido.

Rm 2.4 “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?”
“Misericórdia” – Deus não nos concede o que merecemos sendo pecadores. Retém, por um tempo, a Sua ira…
“Graça” – Deus nos concede o que não merecemos, apesar de sermos pecadores. Ele nos concede o favor divino, o perdão dos pecados, a doção como filhos pela fé em Cristo Jesus…

Para que obtenha o perdão se faz necessário aceitar o convite – “Vinde…”.
Is 55.3 “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um pacto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências prometidas a Davi”.
Is 55.6,7 “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar”.

Jo 5.39,40 “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida!”.

Jo 6.35 “Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede”. […] 37 “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.

“Vinde, pois…” – há um convite, um chamado ao arrependimento; oferta de perdão ao pecado cometido. Não rejeite o convite…

B. As bênçãos do favor divino
Is 1.18 “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã”.
Is 1.19 “Se estiverdes prontos a ouvir, comereis o melhor desta terra”.

Is 1.25-27 “Voltarei contra ti a minha mão, e purificarei como com potassa a tua escória; e tirar-te-ei toda impureza; e te restituirei os teus juízes, como eram dantes, e os teus conselheiros, como no princípio, então serás chamada cidade de justiça, cidade fiel. Sião será resgatada pela justiça, e os seus convertidos, pela retidão”.

Há aqui, como muito se repetirá durante o livro de Isaías, um elemento de consolo.
Aqui, Deus fala em “fogo”, “fornalha” não como símbolo de destruição, de juízo, mas de purificação… Deus quer remover toda impureza, todo o pecado, e nos purificar, assim como fez com Isaías, o profeta.
“Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Is 6.5-7).

Is 43.24, 25 “Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste; mas me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades. Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”.
1 Jo 1.9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Rm 10.8-13 “…porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

Deus promete libertação, perdão e purificação dos pecados; restauração da cidade, juízes, justiça; benção, prosperidade (não há aqui foco na riqueza financeira, material, mas no bom êxito no viver, Jo 10.10; Rm 14.17) e paz.

Em Cristo temos a garantia da vida eterna – vida de satisfação, alegria, justiça e paz aqui e agora; e, e a esperança da comunhão eterna com Deus nos céus.
Rm 14.17 “Porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo”.

Mc 10.28-30 “Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos. Respondeu Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no mundo vindouro a vida eterna”.

Rm 6.22,23 “Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”.

A maior de todas as benções é comunhão com o Pai, O Filho, o Espírito Santo e o povo de Deus – a Igreja de Jesus Cristo.
Cl 1.12 “Dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz”.

At 20.32 “Agora pois, vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados”.

Conclusão
Os esforços do ser humano sem comunhão e em rebeldia contra Deus, mesmo quando revestidos de aparente espiritualidade são rejeitados por Deus e não são benções para sua vida.

Deus nos conclama, por meio do evangelho de Jesus Cristo, ao arrependimento dos pecados, a consagração a Ele e a vida no Espírito em santificação diante Dele e dos seres humanos.

Pela sua infinita graça e misericórdia, como escreveu Max Lucado: “Deus nos aceita como somos, mas Ele quer que nós sejamos simplesmente como Jesus”.

As solenidades, as ofertas, o culto etc., não são inúteis, mas agradáveis e aceitos por Deus, e se tornam bênçãos para nós e os outros quando no Espírito são expressões genuínas do conhecimento, da fé e do relacionamento com Ele, por meio de Cristo Jesus, e da vida em obediência e amor ao Seu Nome.

Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina, é a de modo perseverante e confiante aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27).

Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
Como eu posso colocar isto em prática na minha vida?
Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?

Conheça… Creia… Aproprie-se…E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (Jo 10.10; 8.24).

Bibliografia
Bíblia Sagrada, Almeida Século 21. Vida Nova: São Paulo, 2008
Bíblia de Estudo Shedd – JFA / SBB – Shedd, Russell. São Paulo: Ed. Vida Nova, anos 1980
J.I. Packer. O Antigo Testamento. SP: Ed. Fiel, 1986
J. Ridderbos. Isaías, Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1986
Gleason L. Archer Jr., Merece Confiança o Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova
Strong’s Hebrew and Greek Dictionaries

Domingos Mendes Alves
IEBNA – RP,SP – Brasil
28.03 e 18.04.2010

Last modified: January 30, 2025