Mensagens Bíblicas
Série – Reconciliando, proclamadores do evangelho de Cristo
7a. Mensagem
Domingos Mendes Alves – 12.09.2021
Oferta divina de justiça – Romanos 9.30-10.13
10.1 Irmãos, o desejo do meu coração e a minha súplica a Deus em favor deles é para que sejam salvos. 2 Porque dou testemunho a favor deles de que têm zelo por Deus, porém não com entendimento. 3 Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça que vem de Deus. 4 Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
Mensagem: No plano soberano e gracioso da salvação eterna, a oferta divina de justiça está disponível e reconhecível em Jesus Cristo, e nas Escrituras.
Esboço:
Introdução
No Cap. 9, 10 de Rm nós aprendemos de que Deus tem plena autoridade e poder e liberdade para agir segundo sua justiça e misericórdia; e, que a soberania de Deus não tira do ser humano a responsabilidade por sua reação ao evangelho de Jesus Cristo e pelo seu destino eterno.
A triste condição de Israel é que eles:
– tinham zelo por Deus sem a submissão ao Messias (isto é ‘epignosis’ “entendimento”) – 10.2 Porque dou testemunho a favor deles de que têm zelo por Deus, porém não com entendimento.
– eles tinham a consciência da verdade sem obedecê-la – 10.18 Mas pergunto: Será que eles não ouviram? É claro que sim! “A voz deles se espalhou por toda a terra, e as palavras deles alcançaram os confins do mundo.” 19 Pergunto mais: será que isso não chegou ao conhecimento de Israel? Moisés já dizia: “Eu farei com que vocês fiquem com ciúmes de um povo que não é nação; por meio de gente insensata eu os provocarei à ira.” 20 E Isaías é tão ousado que diz: “Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim.” 21 Quanto a Israel, porém, diz: “Todo o dia estendi as mãos a um povo desobediente e rebelde.”
No contexto histórico e teológico do que ocorreu com Israel concluímos sobre duas verdades, de que no plano soberano e gracioso da salvação eterna, a oferta divina de justiça está disponível e reconhecível em Jesus Cristo, e nas Escrituras.
Exposição de Romanos 9.30-10.13
I. A oferta divina de justiça está disponível e reconhecível em Jesus Cristo, 9.30 – 10.1-4
9.30 Que diremos, então? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, a saber, a justificação que decorre da fé
Seria absurdo dizer que obtiveram o que não buscavam, a não ser que Deus graciosamente os enlaçasse enquanto ainda eram ainda transviados e errantes, e lhes oferecesse uma justificação pela qual não sentiam nenhuma aspiração, visto que lhes era desconhecida. (Calvino, p. 407)
9.31 e que Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.
Embora Israel dependa da justiça da lei, ele não obteve o genuíno método de justificação, ou, seja: aquela que é prescrita pela lei. (Calvino, p. 408)
9.32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço 33 como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido.
Tentar chegar a Deus como fruto dos méritos próprios é chocar contra a Rocha que despedaça e frustra o ser humano; é atentar contra a Pessoa de Jesus Cristo e Sua obra pela salvação eterna dos pecadores – Cf. Is 8.6-15; 28.16; 1 Pe 2.10; At 4.12; Jo 14.6
10.1 Irmãos, o desejo do meu coração e a minha súplica a Deus em favor deles é para que sejam salvos. 2 Porque dou testemunho a favor deles de que têm zelo por Deus, porém não com entendimento. 3 Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça que vem de Deus. 4 Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
A vida e a justiça são acessíveis mediante a fé em Cristo; portanto, ninguém precisa tentar obter estas bênçãos por meio da lei. (Bruce, p. 165)
Crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador põe fim à busca inútil do pecador pela justiça por meio de suas tentativas imperfeitas de salvar a si mesmo pelos esforços em obedecer a lei (cf. 3.20-22; Is 64.6; Cl 2.13-14). (MacArthur)
Desafio: Estar convicto da verdade de que o ser humano que procura obter a justiça de Deus por meio de méritos e esforços humanos e ou justiça própria, ele encontrará em Jesus Cristo a Rocha que o fará fracassar e o condenará a perdição eterna.
II. A oferta divina de justiça está disponível e reconhecível nas Escrituras, 10.5-13.
Por vezes há a crença distorcida de que o Velho Testamento tem o foco na Lei, na justiça proveniente da Lei, enquanto o Novo Testamento foca a graça, a justiça proveniente da fé. O apóstolo Paulo citando Lv 18.5 (Rm 10.5) e Dt 30.11-15 (Rm 10.6-8), argumenta que o Velho Testamento, também, já anunciava a oferta da justiça divina para todo aquele que crê em Deus… O Velho e o Novo Testamento focam e anunciam a justiça de Deus por meio da fé no Servo sofredor, no Cordeiro de Deus, no Messias – Jesus Cristo
O apóstolo Paulo referindo-se a Lv 18.5, afirmou:
Rm 10.5 Ora, Moisés descreve assim a justiça que procede da lei: “Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.”
Depois, citando Dt 30.11-15, afirmou:
Rm 10.6 Mas a justiça que procede da fé afirma o seguinte: “Não pergunte em seu coração: Quem subirá ao céu?”, isto é, para trazer Cristo lá do alto; 7 ou: “Quem descerá ao abismo?”, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos. 8 Porém, o que se diz? “A palavra está perto de você, na sua boca e no seu coração”, isto é, a palavra da fé que pregamos.
Deus trouxe até nós a Sua salvação em Cristo. Não temos que “escalar os degraus dos céus” para procurá-la, pois Cristo desceu à terra com ela. Não precisamos “descer às profundezas” por ela, pois Cristo ressuscitou dos mortos para no-la assegurar. Ela está aqui presente e ao nosso alcance (Bruce, p. 163, 164).
Rm 10.9 Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. 10 Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação.
Confessares (homologeō) – dizer a mesma coisa, concordar… Nesse caso, dizer a mesma coisa que Deus Pai, acerca de Seu Filho…
A fé salvadora é a fé na ressurreição: “Se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé” (1 Co 15.17). E a confissão de Cristo é profissão pública: “Jesus é Senhor” … (Bruce, p.164).
1 Co 12.3 – É a profunda convicção pessoal, sem reservas, de que Jesus é o próprio Senhor da pessoa. A frase engloba, arrependimento de pecado, confiança em Jesus para a salvação e submissão a ele como Senhor. Esse é o elemento volitivo da fé. (MacArthur)
Rm 10.11 Pois a Escritura diz: “Todo aquele que nele crê não será envergonhado.”
Confundido (kataischunō) – envergonhado, decepcionado.
Rm 10.12 Porque não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. 13 Porque: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Invocar (epikaleomai) – um clamor a Deus; clamar ao reconhecer a sua condição de pecador perdido, sem quaisquer recursos para se salvar a si mesmo…
Desafio: Estar convicto de que a justiça de Deus, revelada em Jesus Cristo e nas Escrituras Sagradas, está ao alcance do ser humano por meio da fé em Jesus Cristo, por isso ele é indesculpável diante de Deus.
(Continua – Série Reconciliando, 8a. Mens., Rm 10.13-17)
Conclusão
No plano soberano e gracioso da salvação eterna, a oferta divina de justiça está disponível e reconhecível em Jesus Cristo, e nas Escrituras.
Nesta mensagem deixamos dois desafios:
a) Estar convicto da verdade de que o ser humano que procura obter a justiça de Deus por meio de méritos e esforços humanos e ou justiça própria, ele encontrará em Jesus Cristo a Rocha que o fará fracassar e o condenará a perdição eterna.
b) Estar convicto de que a justiça de Deus, revelada em Jesus Cristo e nas Escrituras Sagradas, está ao alcance do ser humano por meio da fé em Jesus Cristo, por isso ele é indesculpável diante de Deus.
Como você responde a estes desafios?
Que implicações isto traz ao privilégio e responsabilidade que temos de proclamar o evangelho, “a palavra da reconciliação em Cristo”?
Lembre-se:
A sua responsabilidade, debaixo da graça e capacitação divina é a de perseverante, e confiante aplicar os princípios e as verdades divinas que tens ouvido (Fp. 2.12,13; 1 Tm. 4.7-9; Tg. 1.22-27).
Ao meditar nesta mensagem, pergunte-se:
* O que Deus quer transformar no meu modo de pensar e agir?
* Como eu posso colocar isso em prática na minha vida?
* Qual o primeiro passo que darei nessa direção (para que haja real transformação em minha vida)?
Conheça… Creia… Aproprie-se… E, pratique a verdade divina para que experimentes a vida plena que há em Jesus Cristo (João 10.10).
Bibliografia:
Bible Study, Biblia Almeida Strong
Biblia de Esudo MacArthur, SBB, 2010
Bruce, F.F. Romanos – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão & Vida Nova, 1979.
Calvino, João. Romanos, Série Comentários Bíblicos. São J. Dos Campos: FIEL, 2014.
Mensagem revisada e atualizada
da Série “Vivendo pela fé”, Rm 2015/16.
Domingos Mendes Alves
IEBNA – RP,SP – Brasil
2021
Last modified: January 26, 2025